Mostrar mensagens com a etiqueta comportamento autodestrutivo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta comportamento autodestrutivo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sinais de violência no namoro


É preciso que todos os que lidam com as crianças, denunciem este tipo de abuso e agir sempre! As agressões verbais ou físicas podem acontecer com qualquer criança ou adolescente, sendo por isso necessário que pais, professores ou colegas estejam atentos aos sinais, tomar medidas para ajudar o jovem a sair dessa situação de violência e acabar com o seu sofrimento. 

Não podemos deixar que este tipo de violência continue, temos todos o dever de ajudar a quebrar este ciclo, fazê-los sentir que este comportamento é o auxílio dos incompetentes, é preciso agir para diminui a violência no namoro. Em Portugal existe um em cada quatro jovens que são vítimas de violência no namoro.

A violência pode ser física e/ou psicológica, incluir ameaças, humilhações ou abusos sexuais, sendo geralmente desencadeada por ciúmes, uso de álcool/drogas ou por perturbações psicológicas.

A violência na relação amorosa é cometida por um dos parceiros, quando um dos pares exerce poder e controlo sobre o outro com o intuito de alcançar o que deseja.

Sinais frequentes:

• Marcas no corpo

• Auto culpabilização

• Baixa autoestima

• Isolamento social

• Piores resultados na escola

• Irritabilidade

• Tristeza

• Ansiedade

• Depressão

• Perda de apetite

• Ideias de suicídio

Pode ser importante procurar ajuda especializada, por forma a minimizar o seu sofrimento, ajudá-lo a reparar os danos causados na sua autoestima. Essa ajuda permite-lhe desenvolver recursos para evitar que no futuro, perceba os sinais para evitar entrar em relações violentas e terminar com este ciclo vicioso.

Partilho em seguida um artigo que considero importante sobre  violência no namoro.

Um em cada quatro jovens acredita que a violência no namoro é normal.

Quando o assunto é violência no namoro o objectivo é estabelecer os limites entre o que é amor e o que é violência. Embora pareça simples, nem sempre as pessoas têm noção desses limites e muitos vivem relações violentas convencidos de que é tudo normal, de que é amor.

Um estudo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) concluiu que mais de um quarto dos jovens considera a violência psicológica algo natural e cerca de 31% dos rapazes acha legítimo pressionar a parceira para ter relações sexuais.

Um estudo realizado no âmbito do projecto Artways – Políticas Educativas e de Formação contra a Violência e Delinquência Juvenil comprovou isso mesmo concluindo que 27% dos jovens inquiridos consideram normal a violência psicológica e, pelo menos, 7% já foi vítima de agressão física. A violência psicológica é, por vezes, a que passa mais despercebida, mas que pode acontecer de várias formas que podem até ser muito simples. Actos como pegar no telemóvel do companheiro sem autorização ou proibir o uso de determinadas peças de roupa são considerados normais numa relação. “Parecem inócuos, mas a ideia de controlo, de que o meu namorado é minha posse, já são sinais de violência”, avisa Maria José Magalhães, presidenta da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).

O estudo apoiado pelo Programa Cidadania Activa da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou esta terça-feira os primeiros resultados. Depois de questionar 456 jovens de 32 escolas do distrito do Porto, entre os 11 e os 18 anos, os resultados não foram animadores. Para além de avaliar se os jovens já experimentaram situações de violência no namoro, analisou também a sua perspectiva sobre o assunto: o que achavam de determinadas atitudes dentro de uma relação, o que era considerado violência e o que era considerado normal.

A violência psicológica não é a única a ser considerada normal. O estudo mostra que 63 dos 456 jovens inquiridos acham natural a violência física desde que não deixe marcas. Mas, a quantidade de rapazes a achar que a violência física é natural e legitimada é quase o dobro da quantidade de raparigas. Para Maria José Magalhães, o problema está na cultura do “amor cego”, “de que o amor significa posse, de que a paixão é irracional e de que as pessoas podem fazer o que quiserem com o outro.” “Para nós, esta cultura está na base do femicídio, da violência doméstica, da falta de respeito pelos direitos humanos em geral”, refere, alertando para os resultados do inquérito sobre a reacção dos jovens depois da agressão: pelo menos 12% diz que acabou por perdoar o/a agressor/a e pelo menos 8% diz não ter dado importância ao sucedido, apenas 4% optou por pedir ajuda.

Entre as respostas, destaca-se ainda o facto de 31% dos rapazes contra 10% das raparigas considerar legítimo pressionar para ter relações sexuais. Aliás, 2% dos jovens considera já ter sido vítima deste comportamento. Com os dados obtidos no estudo, a presidente da UMAR conclui que o trabalho que tem sido desenvolvido nesta área "ainda não é suficiente, precisamos de mais”.

O projecto Artways tenta dar um passo em frente na necessidade de consciencialização para a violência no namoro. Durante o ano lectivo 2014/2015 realizaram 15 sessões com os alunos das 32 escolas inquiridas com o objectivo de utilizar a arte para alertar para o assunto. Mais do que remediar, a UMAR pretende prevenir, “temos de intervir logo desde já o junto dos eventuais futuros agressores”. Encontraram, para isso, a resposta na arte. A intervenção junto dos jovens, nas escolas, tem sido feita com recurso à música, teatro, jogos didáticos, vídeo, entre outras formas de expressão. O “sermão e missa cantada” são formas de ensino que aqui não funcionam, “talvez na escola e no sistema judicial, mas não desta forma com os adolescentes”.


A UMAR apela à necessidade de pedir ajuda, saber o que se deve fazer e a quem, “a sociedade ensina que as pessoas devem ser assertivas, independentes. A verdade é que também é preciso ensinar solidariedade e a necessidade de falar, de pedir ajuda”. Dados da PSP mostram o número de participações de casos de violência no namoro aumentou para o dobro de 2013 para 2014, registando mais de quatro participações por dia em 2014. 

Texto editado por Andrea Cunha Freitas no Jornal Público

Automutilação



Automutilação - Comportamento autodestrutivo nos adolescentes
Os adolescentes sofrem muitas vezes de stress, originado pelas frequentes tensões e exigências que ocorrem na sua vida. Na família, na escola, nas relações interpessoais e, essencialmente pelos seus conflitos internos. Associadas a frustrações, problemas emocionais, depressões, perturbações do sono, perturbações da personalidade, distúrbios alimentares, baixa auto-estima, podem desencadear automutilações.
A automutilação é um meio para controlar as emoções, revela um mal-estar interno enorme, ocorre como forma de atenuar fisicamente a dor que é psicológica e emocional. Depois de ter experienciado uma emoção intensa e de não conseguir lidar adequadamente com a mesma, a única forma que encontra para controlar as suas emoções é recorrendo à automutilação, por forma a reduzir o sofrimento e angustia, ou seja uma dor psicológica e emocional.
A automutilação ocorre geralmente em locais privados para evitar que sejam descobertos. Exemplos de formas de automutilação: queimar-se, cortar-se, morder partes do corpo, beliscar-se, reabrir feridas, arrancar cabelos, entre outras.
Este tipo de comportamentos autodestrutivos praticados repetidamente, não têm intenção de chamar a atenção são uma forma de controlar as emoções sentidas, tais como, raiva, tristeza, ansiedades, sensação de vazio interno. Pode ser indicador de dificuldades no meio familiar ou nos grupos de referência. Revela elevado sofrimento, sendo a automutilação a forma encontrada para aliviar dor emocional e o desconforto interno.
É adolescência que a maioria dos casos inicia, é uma idade de risco, onde se inicia este tipo de comportamentos, devido aos frequentes conflitos internos e estados de tensão existentes. Os pais devem estar atentos à expressão emocional do adolescente evitando que as emoções e os conflitos sentidos sejam controlados com auto agressões.
Nem sempre é fácil descobrir quando o adolescente se automutila, pelo facto de tentarem esconder os sinais, seja por vergonha ou medo. Mas é extremamente importante, atuar sempre que se descubra uma situação destas. 
Entre pais e filhos estas questões são muito difíceis de serem abordadas, sendo necessária intervenção terapêutica para avaliar o que se está a passar com o adolescente e avaliar quais as razões do seu comportamento, procurando uma resolução para este tipo de comportamentos autodestrutivos, minimizando os seus malefícios. 
O acompanhamento psicoterapêutico é fulcral para ajudar os adolescentes a lidarem adequadamente com os seus problemas e a darem nome às suas emoções.
A psicoterapia, nestes casos, tem como objetivo ajudar o adolescente a identificar outras formas de lidar com o seu sofrimento, de modo mais eficaz, evitando a continuação do comportamento autodestrutivo. Não existe medicação indicada para ajudar a terminar estes tipo de autoagressões.