Mostrar mensagens com a etiqueta atenção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta atenção. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de junho de 2015

7 alternativas às palmadas nas crianças

Chiappaintta



Disciplinar uma criança não é tarefa fácil, principalmente quando passam por fases de independência e desobediência total. No entanto, recorrer à violência – mesmo que sejam umas palmadas leves – é apenas uma solução temporária para a indisciplina, pode incitar à agressividade nas próprias crianças, criar um clima de medo em casa e até piorar a situação. A cultura da disciplina positiva propõe várias alternativas às palmadas, tão ou mais eficientes, mas com resultados a longo prazo.

1. Pausa para a criança. Uma pausa ou “time out” consiste em colocar a criança “de castigo” num espaço predefinido para esse efeito onde permanece o tempo suficiente para se acalmar ou perceber que se portou mal. Pode ser numa esquina, ao fundo das escadas ou numa cadeira específica e geralmente equivale-se o número de minutos dessa pausa à idade da criança. Por vezes, o simples facto de alertar a criança que irá para a zona de pausa caso continue a portar-se mal é o suficiente para que ela mude de atitude.

2. Pausa para o adulto. Muitas vezes, uma criança leva uma palmada simplesmente porque a mãe ou o pai já não consegue ouvi-la a brigar com os irmãos, já não suporta a confusão de brinquedos que agora não quer arrumar oua birra que parece não ter fim. Antes de levantar a mão numa situação como esta, respire fundo, diga à criança que se vai retirar durante alguns minutos e que quando chegar vão falar sobre o sucedido. Depois faça-o. Esta é uma maneira de aprender a ser um pai mais paciente e calmo – algo que vai acabar por se refletir nas crianças.

3. Comunicação constante. Falar é sempre uma alternativa melhor ao bater, porque quando existem palmadas a criança nem sempre percebe o porquê – só sabe que não quer voltar a levá-las. Em vez disso, opte por falar calmamente com a criança, explicando-lhe o que fez mal e qual a melhor forma de proceder, usando sempre linguagem e exemplos apropriados à sua idade. Pode ser algo tão simples como: “fico triste quando vejo que deixaste os livros todos espalhados no chão, da próximo vez gostava que os arrumasses todos no seu lugar”.

4. Apresente alternativas. Em vez de partir de imediato para as palmadas, respire fundo, enfrente a criança e apresente-lhe duas alternativas: “queres parar de gritar com o teu irmão ou ir brincar sozinha para o teu quarto?”. Esta é uma excelente forma não só de ensinar a criança a fazer boas escolhas, como torná-la mais obediente, menos indisciplinada.

5. Perda de privilégios. Outra alternativa às palmadas pode passar pela perda de privilégios, ou seja, se a criança portou-se mal não terá direito a uma história antes de se deitar ou passará dois dias sem o seu brinquedo preferido. Este tipo de castigo mostra às crianças que existem consequências reais para os seus atos desafiadores.

6. Elogios em vez de críticas. As crianças aprendem melhor o que é portarem-se bem através dos elogios, ao invés das críticas e das palmadas quando se portam mal. Ao destacar o bom comportamento da pequenada com palavras positivas, parabéns e mimos, irá motivá-la a manter essas condutas, sendo esta uma forma saudável e não-violenta de estabelecer, a longo prazo, o tipo de comportamentos que gostaria que a criança adotasse sempre.

7. Disciplina positiva. Quando toca a disciplinar as crianças é natural que utilizemos mais a palavra “não” do que “sim” e quando elas desobedecem – que é o mais certo quando são negadas alguma coisa – respondemos com palmadas. Em vez disso, experimente formular os seus pedidos de forma positiva, ou seja, em vez de dizer “não podes ver o teu DVD enquanto não arrumares os brinquedos todos” diga “claro que podes ver o teu DVD, mas primeiro tens de arrumar os brinquedos”. E mais importante do que isso, é não recuar ou voltar atrás – as crianças precisam de compreender que existem consequências para todos os seus comportamentos – bons e maus – e essa disciplina pode ser perfeitamente conseguida sem recurso à violência.

texto publicado no do site http://pequenada.com

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A causa dos ciumes entre irmãos


O que sente uma criança quando nasce um irmão? O que acontece com a chegada de um bebé a casa? Quais os seus conflitos internos?  Como entender porque surgem e perceber melhor os ciúmes?

O que causa ciúmes numa criança é o ter de partilhar a atenção, o amor e a exclusividade dos pais com outra criança. Quem se sente bem quando tem de partilhar a pessoa que ama? Penso que ninguém se sente confortável numa situação similar. Imagine o que sentia se o seu parceiro/a decidisse partilhá-la com outra pessoa? Este exemplo torna mais fácil compreender como se sente uma criança quando nasce um irmão.

Ao sentir que o amor dos pais não é só para si, inicialmente a criança pode começar  ter alguns comportamentos diferentes ou algumas atitudes inesperadas, geralmente a sua causa está relacionada com o receio de imaginar que os pais podem gostar mais do irmão do que de si e também pelo receio de perderem o seu lugar na família. Mas, se os pais não descurarem o afeto e a atenção dada à criança na altura em que nasce irmão, esses receios tendem a diminuir. 

Existir alguma rivalidade ou competição na relação entre os irmãos, é considerada normal, se também existirem entre eles momentos de brincadeira e até alguma cumplicidade. O motivo da rivalidade, nem sempre é consciente, é originada, pelo desejo da criança ter a atenção só para si e pela sensação de ameaça, por recear perder o amor dos pais. Esses sentimentos e receios  tendem a diminuir. A criança acaba por perceber que os pais a amam da mesma forma e que o irmão tem o mesmo espaço no coração dos pais e que o seu lugar não ficou ocupado após o nascimento.    

A chegada de um novo irmão além de acentuar a rivalidade, também provoca sentimentos ambivalentes, de amor e ódio. Por um lado, gosta do irmão que nasce, mas no seu inconsciente existe sempre algum receio de perder o amor dos pais. Perante esse dilema, vai percebendo que quando tem comportamentos adequados ou mostra que gosta do novo elemento familiar tem atenção pela positiva e sente-se amado pelos pais, contribuindo assim para atenuar a necessidade de competição.

Esta ambivalência de sentimentos, provoca na criança alguns conflitos internos e, muitas vezes a única forma de os conseguir exteriorizar é através de comportamentos agressivos para com o irmão. Ao mesmo tempo, quando tem esse tipo de comportamentos, surgem sentimentos de culpa que contribuem para o aumento do seu mal-estar. 


Muitos dos sentimentos da criança, nomeadamente o tipo de relação que desenvolveu com os pais e irmãos, fica registada nas suas memórias e ao longo do seu crescimento. Todos os sentimentos e experiências passadas, influenciam a sua personalidade, a forma de estar e de sentir e também os seus relacionamentos interpessoais. 

As atitudes na relação com os outros, são motivadas pela sua necessidade de compensar algo que se experimentou no passado ou impulsionadas pelo desejo de reparar algo que não se conseguiu ultrapassar durante a infância.

Pelas diversas razões abordadas é necessário estar especialmente atento ao comportamento da criança, não só quando nasce um irmão, mas durante toda a infância, por ser uma das fases que mais influenciará o seu desenvolvimento e pelas feridas emocionais que podem condicionar todo o equilíbrio emocional, tanto no momento presente, como durante a sua vida futura.      


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Como ajudar no sucesso escolar?



Sente que o seu filho está desmotivado ou os resultados das suas avaliações estão a baixar ou esforça-se, mas não consegue ter boas notas?

Existem algumas directrizes para o ajudar a perceber, como pode ajudá-lo e a entender melhor o que está algumas vezes camuflado atrás dessas dificuldades. Em muitos casos, a dificuldade em ter melhores resultados, pode não estar diretamente relacionada com as suas competências cognitivas, sendo necessário, por esse motivo que os pais estejam atentos aos sinais causadores deste inesperado desempenho escolar.

As emoções influenciam e muito a disponibilidade para a aprendizagem, se a criança está a passar por alguma dificuldade emocional, como por exemplo, no seu relacionamento com alguns colegas ou estiver preocupado com alguma mudança ou conflito, essas mesmas preocupações, terão grande impacto na sua disponibilidade e motivação para o estudo, aumentando também, a sua dificuldade em estar concentrado nos momentos em que está a estudar.
Qual o motivo  disso acontecer? Nesses momentos, mesmo que a criança ou jovem, sinta que precisa de estudar, não consegue concentrar-se, apesar de tentar e de se esforçar. Quando isso ocorre poderá estar a acontecer o seguinte, existir algum tipo de interferência das emoções no seu pensamento, ou seja, as emoções estão a impedir ou a dificultar o funcionamento do hemisfério esquerdo (responsável pela aprendizagem), porque o hemisfério direito (responsável pelas emoções), está com um nível de actividade elevada. Assim sendo, a única maneira de evitar que isso ocorra, é identificar e perceber, o que está a preocupar a criança, por forma a ajudá-la a ultrapassar as suas dificuldades emocionais.

Causas possíveis:

- Mudanças familiares – As alterações nas rotinas familiares podem influenciar muito a sua disponibilidade para a aprendizagem. Exemplos disso podem ser, a separação dos pais, o nascimento de um irmão, a morte de um familiar, mudança de escola. As dificuldades que a criança sente, manifestam-se muitas vezes por queixas de índole física, tais como, elevada ansiedade, irritabilidade, pesadelos, medos, dores de barriga. É necessário sempre que possível preparar a criança, com alguma antecedência para qualquer tipo mudança.

- Insucesso escolar – Estuda e esforça-se, mas os resultados das avaliações não são positivos ou não são os esperados. As dificuldades de aprendizagem podem ter diversas razões, ansiedade nos testes, falta de método de estudo, dormir pouco ou porque as suas emoções podem estar a impedir, a suposta disponibilidade esperada para a aprendizagem. Pode acontecer se a criança estiver a sentir algum tipo de frustração emocional e não esteja a conseguir superá-la, assim como pode ser, a própria escola a não ter os meios necessários ou os mais adequados, por forma a ajudá-la a lidar com as dificuldades.
É extremamente importante, ajudar a criança a desenvolver mecanismos que lhe permitam controlar melhor as emoções e consequentemente a ter melhor desempenho escolar, mas nem sempre as escolas estão preparadas para ajudar alguns alunos que apresentem características diferentes do normal. E, também o numero elevado de alunos por sala de aula, não permite que exista um acompanhamento mais individualizado dessas mesmas crianças.  

- Recusa em querer ir para a escola – Se esta situação for frequente, pode estar relacionada com sentimentos de insegurança, medo de separação ou existir alguma situação de bullying. É sempre importante perceber bem, o porquê destes seus receios. Se após algum tempo, as justificações não forem explicativas do seu comportamento, pode ser necessário falar com o professor responsável de turma e consultar um psicólogo para ajudar a criança a ultrapassar melhor esta situação. Reforço a ideia de que como acontece quase em tudo, quanto mais cedo se agir, menores serão os danos colaterais.

- Desmotivação – Há crianças que não gostam de ir para a escola, mas existe sempre algum acontecimento que é o causador da sua falta de motivação. Podem existir inúmeros motivos, tais como, dificuldades de aprendizagem, dificuldades de relacionamento com os pares, não reconhecer a importância da escola para o sucesso futuro, ser vítima de bullying, não se identificar com a ideologia ou valores da escola que frequenta. 

É essencial identificar a razão da sua desmotivação para não condicionar o sucesso escolar. 

A dificuldade em lidar com fatores relacionados com causas emocionais, desenvolvem muitas vezes sentimentos de fracasso que aumentam a possibilidade das crianças, sentirem  medo e ansiedade, desencadeando outro tipo de emoções, tais como: desespero, culpabilização, inaptidão, insegurança que contribuem para acentuar ainda mais, os erros nos momentos de avaliação, impeditivos de um bom desempenho escolar.

Quando os pais chegam a uma fase, em que já não sabem o que fazer, começam a sentir dificuldades em entender o que está a comprometer o desempenho escolar da criança ou já tentaram de tudo e, não estão a conseguir ajudá-la, devem procurar ajuda profissional o mais precocemente possível. Essa decisão é importante, não só para a criança conseguir ultrapassar as suas dificuldades, como para evitar, o seu sofrimento e consequências futuras no seu percurso escolar. 

Maria Pascoal

terça-feira, 7 de abril de 2015

Como fazer melhor os tpc


Quando a criança não gosta de fazer os trabalhos para casa e a sua concretização é um sem fim de conflitos?

Esta rotina diária pode ser facilitada se tiver em conta as seguintes sugestões:

1.Facultar um momento para descontrair – A criança antes de ir fazer os tpc, deve escolher uma actividade lúdica que ajude a descontrair. Devem ser estabelecidos horários, não só para essa actividade, como para começar a fazer os tpc.

2.Arranjar um relógio- Permite que a criança visualize o tempo em que está a brincar e o tempo em que está a estudar.

3.Definir um horário de estudo - Elaborar um plano de estudo em função da idade, das dificuldades da criança e dos momentos de avaliação.

4.Escolher um espaço especifico para fazer os tpc - Este local deve ter uma mesa, ser confortável e ter luz adequada. Evitar locais que facilmente distraiam a criança. 

5.Reunir o material – A criança deve ter tudo o que precisa, antes de começar a fazer os tpc para evitar distrações que possam contribuir para diminuir a sua concentração e rentabilizar o tempo dedicado aos tpc.

6.Evitar elementos de distração – Eliminar tudo o que pode interferir na atenção da criança, como televisão, rádio, estar alguém ao telefone ou a brincar no mesmo espaço.

7.Estar alguém próximo para tirar dúvidas - Ajudar a criança no momento em que precisa, oferece segurança e encoraja-a. Nunca deve fazer os tpc pela criança, mas sim ajudá-la a raciocinar e a sentir responsabilidade no que lhe compete.

8.Fazer intervalos- No momento em que a criança demonstra que está com pouco rendimento ou está a ficar mais desatenta, faça intervalos, mas com tempo pré-definido. Este tempo é importante para a criança volte a estar concentrada e não fique saturada.

9.Aprender a verificar se fez tudo - Quando termina os tpc deve ser a criança a confirmar se fez o solicitado, antes do adulto os corrigir. Assim, desenvolve a competência de verificar os trabalhos ou testes antes de os entregar, evitando esquecimentos frequentes.

10.A criança precisa de errar - No processo de aprendizagem errar e corrigir o que estava mal, permite à criança compreender e ultrapassar melhor as suas dificuldades e desenvolve o pensamento.

11.Valorize os seus progressos - Quando elogia o esforço da criança, está a estimular a sua autonomia. Estar atento ao seu empenho e dar motivação à criança, incrementa o desejo de fazer melhor. 

Compartilhe este artigo, pode fazer diferença na vida de alguém!
  

domingo, 29 de março de 2015

Perturbação de oposição e desafio



A Perturbação de oposição e desafio – POD, pode ser caracterizada como, um padrão persistente de comportamentos desobedientes e desafiadores, apresentados pela criança nas suas relações interpessoais, especialmente com figuras de autoridade, tais como, pais e professores, mas também se manifesta com os seus pares.

É considerada POD, no caso de a criança ultrapassar os limites constantemente (sem ser considerado como “mau comportamento”) e se os sintomas persistirem pelo menos durante 6 meses, onde estão incluídas as seguintes atitudes:


1-Tem problemas frequentes na escola:

2-Perde facilmente o controlo;

3-Desafia os adultos constantemente;

4-Incomoda os outros intencionalmente;

5-Contesta e recusa-se  a cumprir regras;

6-Culpabiliza quase sempre os outros pelos seus erros;

7-Zanga-se facilmente é pouco paciente;

8-É vingativo e rancoroso;

9-Tem poucos amigos;

O comportamento desobediente, pode manifestar-se de várias maneiras, a criança não se comporta em função das regras, implicitamente já adquiridas ou apresenta dificuldade em obedecer aos adultos quando impõem determinada regra, isto é, parece que aceita a regra, mas depois revela muita dificuldade em cumprir as ordens impostas.


Os comportamentos apresentados podem surgir em casa, na escola ou em qualquer outro lugar, principalmente com os adultos mais próximos, como pais, avós, professores, tios. Mas, este tipo de comportamento não acontece com pessoas desconhecidas.


Estes comportamentos influenciam negativamente as suas interações sociais, especialmente com as crianças da mesma idade, pelos frequentes conflitos e discussões que ocorrem nas brincadeiras. Consequentemente, os colegas acabam por manifestarem sentimentos de rejeição pelas crianças que apresentam esta perturbação, o que contribui para diminuir a sua autoestima, pelo facto de ser muitas vezes colocada de parte.



Como lidar melhor com comportamentos opositores?

Em casa e na escola, os adultos sentem grande dificuldade em lidar com estes comportamentos e em gerir as suas próprias emoções, sendo por este motivo, ainda mais difícil, ensinar estas crianças a comportarem-se adequadamente. As crianças com POD precisam de ordens firmes, no entanto, nunca deve ser esquecida a sua grande necessidade de afeto.

Estratégias que ajudam a lidar melhor com as crianças:

1-Falar com tom de voz calmo e tranquilo – Evite irritar-se ou falar com tom de ameaça.

2-Dar ordens simples e concretas – Se der explicações complexas, a criança tem tendência para se dispersar quando a é mensagem transmitida. Deve dizer-lhe de forma especifica que comportamento espera da dela em determinada situação.

3-Utilizar linguagem simples e adequada à idade da criança – Garante melhor transmissão da mensagem.   

4- Estabelecer ordens de forma clara e assertiva – Na altura em que está a impor uma regra, transmita o que deseja de forma direta. Nunca pergunte à criança se quer ou não fazer determinada tarefa, quando pretender que seja executada.

5-Manter contacto visual – Aumenta a possibilidade de perceber que a criança entendeu o que lhe foi pedido. Solicitar à criança para repetir a ordem que lhe foi dada, ajuda-nos a ter certeza de que foi compreendida.

6-Os progenitores devem ter a mesma atitude – Se os pais têm atitudes diferentes em relação à criança ou se divergem de dia para dia, só confunde a criança e pode até utilizado para a criança manipular os pais.

7- Evitar impor regras antes do tempo – As ordens devem ser sempre que possível, referidas no momento em que têm de ser cumpridas, evitando também a antecipação do conflito.

8- Elogiar o comportamento da criança – Em todas as situações deve ser elogiado e reforçado o comportamento desejado. As crianças fazem de tudo para ter atenção e se têm essa atenção quando se portam bem, aprendem uma nova forma de ter atenção, aumentando a probabilidade de manter comportamentos adequados. Se a criança só tem atenção quando faz disparates, vai continuar a procurar atenção, mesmo que seja pela negativa e a manter comportamentos desadequados. Evite sempre que possível atitudes negativas.

9-Oferecer opção de escolha sempre que possível – Discriminar bem as opções e as consequências, permite à criança sentir maior responsabilidade da sua escolha. Explicar a causa-efeito ajuda a criança a desenvolver competências de autorregulação.

O meio ambiente exerce um poder muito grande sobre o emocional das pessoas em geral, sejam elas crianças ou adolescentes. 

Se os sintomas persistirem para além de um período superior a 6 meses ou se são muito violentos e intensos, procure um psicólogo para compreender o que se passa com a criança e evitar que esta perturbação não deixe sequelas no seu desenvolvimento.  A psicoterapia pode ser importante, não só para a criança aprender a lidar melhor com as emoções e minimizar as dificuldades na sua interação social, como para ajudar os pais a educar melhor uma criança com POD, por ser uma perturbação que além de ser difícil de lidar é muito desgastante.

Compartilhe este artigo, pode fazer diferença na vida de uma criança!


quarta-feira, 25 de março de 2015

Como melhorar a concentração?





A Falta de atenção e concentração são as queixas mais frequentes, de pais e professores.

Estas dificuldades, estão muitas vezes relacionadas com a pouca motivação para as matérias escolares e com o tipo de ambiente em que o estudo decorre.

Existem vários fatores que podem influenciar a aquisição da aprendizagem: os pensamentos da criança, estão muitas vezes, direcionados para outro tipo de problemas, tais como, conflitos com um colega ou com um familiar, estar ansioso com o teste que vai ter a seguir, a preocupação com um familiar que está doente, o barulho na sala de aula algo que impede a sua concentração. Sendo necessário avaliar o que está a comprometer a aprendizagem da criança. 

A atenção e a concentrado são indispensáveis para assimilar a matéria. Mas, como se pode ter motivação para estudar se as crianças muitas vezes nem sabem a melhor forma de o fazer, ou seja, perceber qual é o método para memorizar as aprendizagens, para conseguir melhor rendimento e menor cansaço. Sempre que se evidenciem sinais de cansaço. é preferível fazer intervalos para descansar, por forma a melhorar o processo de memorização. 

As estratégias que devem ser utilizadas no estudo e que facilitam a memorização:

- Perceber a que horas é melhor estudar. Às vezes é preferível a criança estudar pouco tempo, mas no tempo em que está a estudar, deve-se reforçar a atenção- ir fazendo intervalos quando sente cansaço; 
- Antes de decorar qualquer matéria, é essencial que a criança compreenda as temáticas;
- Perceber como é que a criança estuda melhor, se é a fazer resumos, a ler em voz alta, fazer esquemas ou a sublinhar a matéria;
- Pedir a alguém para lhe fazer perguntas ou fazer fichas após ter estudado uma determinada matéria, é importante para que assim perceba, o que lhe falta estudar melhor; 
- Organizar as matérias por dias de estudo, não estudar só quando há testes e, assim tem tempo para esclarecer as dúvidas com o professor;
- Organizar o estudo com tópicos, nas matérias segundo a sua importância. Perceber quais os conteúdos a que o professor deu mais importância na sala de aula;
- Usar mnemónicas para simplificar a assimilação da matéria, isto é, criar palavras ou frases com as primeiras letras de cada palavra chave – método estudo que consiste numa mnemónica - P.L.E.M.A - Pré-leitura; Leitura; Esquematização; Memorização; Autoavaliação.

Método P.L.E.M.A:
1) Pré-leitura - Ler a matéria toda de forma rápida para ficar com uma noção geral do tema;
2.) Leitura mais aprofundada com muita atenção da matéria, anotando ou sublinhando as coisas mais importantes;
3.) Esquematização – fazer um resumo ou esquema da matéria para facilitar a memorização;
4.) Memorização – Separar a matéria por títulos importantes para ajudar a reter o que se estudou;
5.) Autoavaliação – Recapitular a matéria, seja oralmente ou escrever o que se estudou por temas. Ficando assim, com melhor consciência, não só do que sabe, mas do que lhe falta estudar melhor.

Condições fundamentais para criar o local de estudo:

*Juntar o material que vai precisar para estudar; 
*Arranjar um local em casa para realizar os T.P.C`S e estudar, onde não tenha nada para a fazer ou distrair ex. T.V. ligada, pessoas a entrar/sair ou a conversar;
*Ter boa luz e uma cadeira confortável.

sexta-feira, 20 de março de 2015

O uso do teclado afecta a escrita


Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e ecrãs sensíveis ao toque ao invés de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento das crianças.
A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos EUA, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro da criança.
Para chegar à conclusão de que teclados e telas podem prejudicar este desenvolvimento, a invetsigadora estudou crianças que ainda não sabiam ler - que poderiam ser capazes de identificar letras mas não sabiam como juntá-las para formar palavras.
No estudo, as crianças foram separadas em grupo diferentes: um grupo foi treinado para copiar letras diferentes enquanto outras trabalharam com as letras usando um teclado.
A pesquisa testou a capacidade destas crianças de aprender as letras; mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais as áreas do cérebro que eram activadas e, assim, tentar entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto.
O cérebro das crianças foi analisado antes e depois da experiência e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigénio no cérebro para mensurar a sua actividade.
Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende através da cópia de letras à mão de quando aprende as letras digitando-as num teclado.
As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de activação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que podem ler e escrever. Este não foi o caso com as crianças que usaram o teclado.
O cérebro parece ficar «ligado» e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escreve-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever à mão e o de aprender a ler.
«Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo», disse James.
Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.
As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.
«Em partes do mundo há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)», disse Karin James.
Notícia publicada dia 20/3/2015 no díáriodigital 

Crianças que sentem medo de se separar dos pais?


Porque sentem as crianças medo da separação dos pais?

O medo e a ansiedade de separação, fazem parte do desenvolvimento normal da criança, mas muitas sentem grande ansiedade de separação, porque se sentem sós quando os seus pais ou alguém afetivamente importante, ou seja, as suas figuras de referência não estão próximas da criança, mesmo nos momentos em que estão na presença  de outras pessoas, sentem-se perdidas e sozinhas.   

A criança necessita de ter a representação mental dos pais, de ter construído a sua imagem interna, para conseguir imaginá-los, quando os mesmos não podem estar presentes fisicamente. Para isso, a criança precisa de ligações afetivas fortes e significativas para construir essa representação e, aos poucos ir explorando o mundo que a rodeia.

O medo de se separar dos pais ou de outra figura afetiva significativa, não deve ser encarado por si só como indicador de patologia emocional, porque isso faz parte do normal desenvolvimento da criança. Mas, é esperado que os seus medos desaparecerão à medida que a criança cresce. Contudo, pode evoluir para uma perturbação da Ansiedade de separação, no caso de a criança apresentar ansiedade ou reações de medo atípicos, em função do estádio em que se encontra e comprometa o seu desenvolvimento saudável de adaptação.

Como se caracteriza a Perturbação da Ansiedade de Separação?

As crianças com perturbação da ansiedade de separação, estão constantemente a requerer atenção, manifestam angústia e medo intenso, tanto de separação como com a ideia de separação das figuras de referência. São indicadores desta perturbação, o medo em estar sozinha, dificuldades no sono, receio de ir para a escola e dificuldades de interacção social. Estima-se que existem cerca de 1 a 5% de crianças com este tipo de perturbação.

A ansiedade de separação infantil tem maior incidência entre os 5 e os 12 anos de idade
É importante diagnosticar este tipo de perturbação sempre que os sintomas persistam, com o objetivo de avaliar a criança e ajudá-la a superar os seus medos, facultando estratégias que possibilitem um desenvolvimento saudável.

Os medos podem ser reais ou imaginários, os mais frequentes são:

Até aos 6 meses - medo de luzes e ruídos fortes, receio de perder o aconchego;  
Dos 6 aos 12 meses – medo de desconhecidos, receio da criança em se separar dos pais;
Até aos 2 anos – A criança mantém o medo de separação dos pais e de ser abandonada, receio de estar em sítios desconhecidos, medo de animais;
Entre os 3 e 4 anos – Medo de máscaras e do escuro, continua a sentir receio em se separar dos pais e a ter medo de animais;
Aos 5 anos – Medo de ladrões, mantém receio de separação dos pais e a ter medo de animais;
6 anos -  Medo de monstros, bruxas, do escuro, trovoadas  e de ficar ou dormir sozinho. Continua o receio de separação dos pais;
Entre os 7 e 8 anos – Medo do escuro, medo quando vê alguns filmes ou notícias trágicas, medo de seres sobrenaturais, mantém o temor em ficar sozinho.
Dos 9 aos 13 anos – Medos relacionados com a morte, receio das discussões dos pais, medos sobre ocorrências na escola, receio sobre a sua aparência física.

Em caso de a criança sentir determinados medos fora do período considerado normal, é importante ser realizada uma avaliação quando: 

1.Os seus medo forem constantes e excessivos;
2.As reações da criança possam comprometer as suas actividades diárias;
3.Causam sofrimento à criança e os seus sintomas preocupam os pais;
4. Não existe razão aparente para os seus medos.

Como ajudar a lidar com o medo?

*Quando os pais têm de se separar fisicamente da criança, devem incentivá-la a escolher um brinquedo, um peluche ou uma mantinha para levar com ela. Estes objetos transmitem-lhes segurança, por proporcionar em à criança a representação mental das figuras de referência.

*Os pais devem ser afetuosos e manter uma postura tranquila com a criança nos momentos de separação.

*Ajudá-la a entender que existe um tempo para tudo. Há momentos em os pais podem estar com os filhos, mas existem outros em que têm de ir trabalhar e que não podem estar presentes, mas que voltam, logo que possível para brincar com ela.

*Conceda-lhe espaço, para poder expressar-se livremente. Dê importância aos seus sentimentos e opiniões, tudo isso, proporciona-lhe sentimentos de segurança;

*responsabilize-a quando não realiza as tarefas/atividades da sua competência ou quando não cumpre as regras. Mas não esqueça de a elogiar sempre que as executa. Permitindo assim, que a criança desenvolva melhor consciência das suas atitudes aumente a sua autoestima e autoconfiança;

*Desenvolva a sua capacidade de iniciativa e a autonomia, sempre que possível pergunte-lhe o que gostava de fazer ou como pensa resolver determinada situação;

*A criança deve ter rotinas, o seu quarto deve estar organizado de forma harmoniosa e oferecer segurança.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento, reduzem as consequências inerentes neste tipo de perturbação e, consequentemente proporcionam melhor qualidade de vida, não só à criança como aos próprios pais.

* ver artigo - Medos dos 6 meses aos 13 anos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Pré-diagnóstico de Dislexia


Se pensa que a criança tem dislexia, faça o pré-diagnóstico dos 5 aos 8 anos. Estas perguntas são indicativas de um eventual caso de Dislexia, não substitui uma avaliação efetuada por um profissional. 

1- Apresenta problemas significativos na leitura, em relação às crianças da mesma idade?

Sim___  Não___

2 - Lê devagar e de forma silabada, com muita dificuldade em dividir as palavras em sílabas?

Sim___  Não___

3 - Comete erros frequentes na leitura, omite ou adiciona letras ou palavras ou saltas linhas?

Sim___  Não___

4 - Na escrita dá muitos erros ortográficos? E mesmo depois da criança os retificar, ainda descobre erros?

Sim___  Não___

5 – Na escrita mostra dificuldade em distinguir letras, tais como, f/v; p/b; p/t; v/z; b/d; p/t; v/z; b/d; b-v; s; f-t; m-n; f-v; g-j; ch-x; x/ch-j ?

Sim___  Não___

6 - A compreensão dos textos é difícil, precisa de os ler mais do que uma vez para os perceber o conteúdo?

Sim___  Não___ 

7 – Revela dificuldades em ler palavras mais difíceis?

Sim___  Não___

8 – Evita ler em voz alta?

Sim___  Não___

9 - Tenta evitar todos os momentos de leitura ou atividades relacionadas com a leitura e escrita?

Sim___  Não___

10 – Manifesta dificuldade em exprimir ideias e em organizar frases ou textos?

Sim___  Não___

11 - Utiliza vocabulário pouco diversificado ao escrever?

Sim___  Não___

12 – Revela dificuldades em operações matemáticas, sobretudo na multiplicação?

Sim___  Não___

13 – Manifesta dificuldade na organização espacial?

Sim___  Não___

14 - Dificuldade em memorizar canções, rimas, dias da semana, meses do ano ou a tabuada?

Sim___  Não___

15- Revela dificuldades em manter a atenção,  distraindo-se com facilidade?

Sim___  Não___

16- Dificuldade em aprender línguas estrangeiras, especialmente inglês?

Sim___  Não___

17 - Não gosta de ir à escola, expressa desmotivação relativamente aos conteúdos escolares ou baixo rendimento escolar?

Sim___  Não___

18 - A criança fica ansiosa e mostra receio se tiver de ler em voz alta, perante pessoas pouco familiares?

Sim___  Não___

Se respondeu afirmativamente a várias das perguntas do pré-diagnóstico ou existe alguma dúvida sobre as dificuldade de aprendizagem, consulte o mais rápido possível um profissional, para diagnosticar as dificuldades do seu filho.

Existem alguns sinais de Dislexia que ocorreram durante a infância e muitas dificuldades, no início da aprendizagem da leitura e escrita que não podem ser negligenciadas. No caso de existirem, deve ser realizado um pré-diagnóstico para as identificar e ajudar a criança a desenvolver tais competências. 


O diagnóstico conclusivo de Dislexia só deve ser realizado no fim 2º ano de escolaridade, porque as dificuldades na fase inicial da aprendizagem antes dos 7 anos, são muitas vezes frequentes. 

Compartilhe este artigo, pode fazer diferença na vida de alguém!

Maria Pascoal