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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Saber dizer não é dificil, mas necessário.

Quando os pais não sabem como lidar com as reivindicações e têm dúvidas na forma como devem educar?

Se as crianças viessem com livro de instruções? Seria mais fácil saber qual a melhor forma de reagir, no momento, em que fazem birras, quando acordam a meio da noite com pesadelos, quando não querem ir à escola, quando não querem comer? Seria muito mais fácil saber a fórmula para educar melhor. No entanto, apesar de muitas dessas situações serem normais e fazerem parte do desenvolvimento normal da criança, não podemos esquecer-nos que educar é dar muito amor, mas também é ter de dizer Não! Com firmeza quando é necessário.

Estes são ingredientes fundamentais para a criança, crescer saudavelmente e aprender a desenvolver a capacidade de lidar com as frustrações, não só com as atuais, mas também com as futuras. Se não aprender isso em criança, vai possivelmente sofrer muito mais quando crescer. Impor limites é educar melhor a criança, por forma a ficar melhor preparada para lidar com as contrariedades futuras.

Saber dizer NÃO! Pode não ser fácil, mas é essencial, não só para desenvolver sentimentos de segurança e autoconfiança, como para facilitar a aprendizagem de interiorizar que não pode ter tudo o que quer ou quando se deseja. Ajuda a criança a fortalecer a resistência à frustração e a crescer de forma mais saudável, por desenvolver capacidade de se ajustar melhor à realidade. Permitindo que não cresça a viver no mundo de fantasia e de facilidades, evitando assim, que sofra mais no futuro, por não ter adquirido essa competência em criança. 

Os pais sentem muitas vezes receio de dizer NÃO! Porque ao contrariar as suas vontades momentâneas, pensam que a criança se irá sentir-se frustrada, mas a imposição de regras não traumatiza as crianças, só as ajuda a desenvolver as capacidades fulcrais para a sua vida futura, tais como, aprender a lidar com as contrariedades e a ultrapassá-las de forma mais eficaz, implicando sentir menos frustração quando determinadas adversidades acontecerem no futuro, por terem criado mecanismos de defesa em criança.

Dizer NÃO! Ajuda a criança a distinguir o seu comportamento, quando se porta bem e quando se porta mal e, a interiorizar as consequências das suas atitudes. Os pais devem ensinar que o mau comportamento, tem consequências negativas e quando se portam bem são elogiadas e admiradas.

Educar para se ser “bons pais” é perceber que existem momentos para dizer Não! Mas, que existem muitos outros para dar afeto e para elogiar o seu comportamento. Esta conjugação de amor e limites, permite que a criança adquira algumas das competências essenciais para poder crescer de forma salutar.

É fácil distinguir uma criança mimada e sem regras, de outra amada e com regras! O afecto ajuda a criança a sentir-se amada, mas se for com regras e limites, só contribui para a formação de uma boa autoestima, autoconfiança, autonomia e, para a saber comportar-se nos seus grupos de pertença, aumentando a possibilidade de a ser melhor aceite pelos pares.

Quando é uma criança mimada e não tem regras e limites, frequentemente tem comportamentos desajustados em qualquer local, seja na escola ou em casa, faz birras por tudo e por nada, não respeita nem os pares, nem os adultos à sua volta. A criança é desorganizada internamente, não tolera a frustração, nem desenvolve amor próprio.
  
Educar com amor é saudável e impor regras é organizador, apesar de alguns pais recearem que quando não satisfazem todos os desejos, a criança se torne infeliz, deixe de gostar deles ou sentem que não estão a ser “bons pais”. Essa dificuldade acontece, muitas vezes, porque os próprios pais não sabem lidar com o facto de sentirem os filhos frustrados. 

Amar a criança não é proteger em demasia, não é ser severo e rígido, mas dar afeto e impor limites na altura certa, facultando uma melhor preparação para enfrentar as vicissitudes futuras e para crescer mais feliz!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Como fazer melhor os tpc


Quando a criança não gosta de fazer os trabalhos para casa e a sua concretização é um sem fim de conflitos?

Esta rotina diária pode ser facilitada se tiver em conta as seguintes sugestões:

1.Facultar um momento para descontrair – A criança antes de ir fazer os tpc, deve escolher uma actividade lúdica que ajude a descontrair. Devem ser estabelecidos horários, não só para essa actividade, como para começar a fazer os tpc.

2.Arranjar um relógio- Permite que a criança visualize o tempo em que está a brincar e o tempo em que está a estudar.

3.Definir um horário de estudo - Elaborar um plano de estudo em função da idade, das dificuldades da criança e dos momentos de avaliação.

4.Escolher um espaço especifico para fazer os tpc - Este local deve ter uma mesa, ser confortável e ter luz adequada. Evitar locais que facilmente distraiam a criança. 

5.Reunir o material – A criança deve ter tudo o que precisa, antes de começar a fazer os tpc para evitar distrações que possam contribuir para diminuir a sua concentração e rentabilizar o tempo dedicado aos tpc.

6.Evitar elementos de distração – Eliminar tudo o que pode interferir na atenção da criança, como televisão, rádio, estar alguém ao telefone ou a brincar no mesmo espaço.

7.Estar alguém próximo para tirar dúvidas - Ajudar a criança no momento em que precisa, oferece segurança e encoraja-a. Nunca deve fazer os tpc pela criança, mas sim ajudá-la a raciocinar e a sentir responsabilidade no que lhe compete.

8.Fazer intervalos- No momento em que a criança demonstra que está com pouco rendimento ou está a ficar mais desatenta, faça intervalos, mas com tempo pré-definido. Este tempo é importante para a criança volte a estar concentrada e não fique saturada.

9.Aprender a verificar se fez tudo - Quando termina os tpc deve ser a criança a confirmar se fez o solicitado, antes do adulto os corrigir. Assim, desenvolve a competência de verificar os trabalhos ou testes antes de os entregar, evitando esquecimentos frequentes.

10.A criança precisa de errar - No processo de aprendizagem errar e corrigir o que estava mal, permite à criança compreender e ultrapassar melhor as suas dificuldades e desenvolve o pensamento.

11.Valorize os seus progressos - Quando elogia o esforço da criança, está a estimular a sua autonomia. Estar atento ao seu empenho e dar motivação à criança, incrementa o desejo de fazer melhor. 

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domingo, 29 de março de 2015

Perturbação de oposição e desafio



A Perturbação de oposição e desafio – POD, pode ser caracterizada como, um padrão persistente de comportamentos desobedientes e desafiadores, apresentados pela criança nas suas relações interpessoais, especialmente com figuras de autoridade, tais como, pais e professores, mas também se manifesta com os seus pares.

É considerada POD, no caso de a criança ultrapassar os limites constantemente (sem ser considerado como “mau comportamento”) e se os sintomas persistirem pelo menos durante 6 meses, onde estão incluídas as seguintes atitudes:


1-Tem problemas frequentes na escola:

2-Perde facilmente o controlo;

3-Desafia os adultos constantemente;

4-Incomoda os outros intencionalmente;

5-Contesta e recusa-se  a cumprir regras;

6-Culpabiliza quase sempre os outros pelos seus erros;

7-Zanga-se facilmente é pouco paciente;

8-É vingativo e rancoroso;

9-Tem poucos amigos;

O comportamento desobediente, pode manifestar-se de várias maneiras, a criança não se comporta em função das regras, implicitamente já adquiridas ou apresenta dificuldade em obedecer aos adultos quando impõem determinada regra, isto é, parece que aceita a regra, mas depois revela muita dificuldade em cumprir as ordens impostas.


Os comportamentos apresentados podem surgir em casa, na escola ou em qualquer outro lugar, principalmente com os adultos mais próximos, como pais, avós, professores, tios. Mas, este tipo de comportamento não acontece com pessoas desconhecidas.


Estes comportamentos influenciam negativamente as suas interações sociais, especialmente com as crianças da mesma idade, pelos frequentes conflitos e discussões que ocorrem nas brincadeiras. Consequentemente, os colegas acabam por manifestarem sentimentos de rejeição pelas crianças que apresentam esta perturbação, o que contribui para diminuir a sua autoestima, pelo facto de ser muitas vezes colocada de parte.



Como lidar melhor com comportamentos opositores?

Em casa e na escola, os adultos sentem grande dificuldade em lidar com estes comportamentos e em gerir as suas próprias emoções, sendo por este motivo, ainda mais difícil, ensinar estas crianças a comportarem-se adequadamente. As crianças com POD precisam de ordens firmes, no entanto, nunca deve ser esquecida a sua grande necessidade de afeto.

Estratégias que ajudam a lidar melhor com as crianças:

1-Falar com tom de voz calmo e tranquilo – Evite irritar-se ou falar com tom de ameaça.

2-Dar ordens simples e concretas – Se der explicações complexas, a criança tem tendência para se dispersar quando a é mensagem transmitida. Deve dizer-lhe de forma especifica que comportamento espera da dela em determinada situação.

3-Utilizar linguagem simples e adequada à idade da criança – Garante melhor transmissão da mensagem.   

4- Estabelecer ordens de forma clara e assertiva – Na altura em que está a impor uma regra, transmita o que deseja de forma direta. Nunca pergunte à criança se quer ou não fazer determinada tarefa, quando pretender que seja executada.

5-Manter contacto visual – Aumenta a possibilidade de perceber que a criança entendeu o que lhe foi pedido. Solicitar à criança para repetir a ordem que lhe foi dada, ajuda-nos a ter certeza de que foi compreendida.

6-Os progenitores devem ter a mesma atitude – Se os pais têm atitudes diferentes em relação à criança ou se divergem de dia para dia, só confunde a criança e pode até utilizado para a criança manipular os pais.

7- Evitar impor regras antes do tempo – As ordens devem ser sempre que possível, referidas no momento em que têm de ser cumpridas, evitando também a antecipação do conflito.

8- Elogiar o comportamento da criança – Em todas as situações deve ser elogiado e reforçado o comportamento desejado. As crianças fazem de tudo para ter atenção e se têm essa atenção quando se portam bem, aprendem uma nova forma de ter atenção, aumentando a probabilidade de manter comportamentos adequados. Se a criança só tem atenção quando faz disparates, vai continuar a procurar atenção, mesmo que seja pela negativa e a manter comportamentos desadequados. Evite sempre que possível atitudes negativas.

9-Oferecer opção de escolha sempre que possível – Discriminar bem as opções e as consequências, permite à criança sentir maior responsabilidade da sua escolha. Explicar a causa-efeito ajuda a criança a desenvolver competências de autorregulação.

O meio ambiente exerce um poder muito grande sobre o emocional das pessoas em geral, sejam elas crianças ou adolescentes. 

Se os sintomas persistirem para além de um período superior a 6 meses ou se são muito violentos e intensos, procure um psicólogo para compreender o que se passa com a criança e evitar que esta perturbação não deixe sequelas no seu desenvolvimento.  A psicoterapia pode ser importante, não só para a criança aprender a lidar melhor com as emoções e minimizar as dificuldades na sua interação social, como para ajudar os pais a educar melhor uma criança com POD, por ser uma perturbação que além de ser difícil de lidar é muito desgastante.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Pré-diagnóstico de Dislexia


Se pensa que a criança tem dislexia, faça o pré-diagnóstico dos 5 aos 8 anos. Estas perguntas são indicativas de um eventual caso de Dislexia, não substitui uma avaliação efetuada por um profissional. 

1- Apresenta problemas significativos na leitura, em relação às crianças da mesma idade?

Sim___  Não___

2 - Lê devagar e de forma silabada, com muita dificuldade em dividir as palavras em sílabas?

Sim___  Não___

3 - Comete erros frequentes na leitura, omite ou adiciona letras ou palavras ou saltas linhas?

Sim___  Não___

4 - Na escrita dá muitos erros ortográficos? E mesmo depois da criança os retificar, ainda descobre erros?

Sim___  Não___

5 – Na escrita mostra dificuldade em distinguir letras, tais como, f/v; p/b; p/t; v/z; b/d; p/t; v/z; b/d; b-v; s; f-t; m-n; f-v; g-j; ch-x; x/ch-j ?

Sim___  Não___

6 - A compreensão dos textos é difícil, precisa de os ler mais do que uma vez para os perceber o conteúdo?

Sim___  Não___ 

7 – Revela dificuldades em ler palavras mais difíceis?

Sim___  Não___

8 – Evita ler em voz alta?

Sim___  Não___

9 - Tenta evitar todos os momentos de leitura ou atividades relacionadas com a leitura e escrita?

Sim___  Não___

10 – Manifesta dificuldade em exprimir ideias e em organizar frases ou textos?

Sim___  Não___

11 - Utiliza vocabulário pouco diversificado ao escrever?

Sim___  Não___

12 – Revela dificuldades em operações matemáticas, sobretudo na multiplicação?

Sim___  Não___

13 – Manifesta dificuldade na organização espacial?

Sim___  Não___

14 - Dificuldade em memorizar canções, rimas, dias da semana, meses do ano ou a tabuada?

Sim___  Não___

15- Revela dificuldades em manter a atenção,  distraindo-se com facilidade?

Sim___  Não___

16- Dificuldade em aprender línguas estrangeiras, especialmente inglês?

Sim___  Não___

17 - Não gosta de ir à escola, expressa desmotivação relativamente aos conteúdos escolares ou baixo rendimento escolar?

Sim___  Não___

18 - A criança fica ansiosa e mostra receio se tiver de ler em voz alta, perante pessoas pouco familiares?

Sim___  Não___

Se respondeu afirmativamente a várias das perguntas do pré-diagnóstico ou existe alguma dúvida sobre as dificuldade de aprendizagem, consulte o mais rápido possível um profissional, para diagnosticar as dificuldades do seu filho.

Existem alguns sinais de Dislexia que ocorreram durante a infância e muitas dificuldades, no início da aprendizagem da leitura e escrita que não podem ser negligenciadas. No caso de existirem, deve ser realizado um pré-diagnóstico para as identificar e ajudar a criança a desenvolver tais competências. 


O diagnóstico conclusivo de Dislexia só deve ser realizado no fim 2º ano de escolaridade, porque as dificuldades na fase inicial da aprendizagem antes dos 7 anos, são muitas vezes frequentes. 

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Maria Pascoal

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Criança irrequieta ou hiperactiva?



A dificuldade em manter a atenção seja na escola ou nas suas atividades diárias, pode ser desesperante, não só para os professores e pais, mas também para a própria criança.
A desatenção tem consequências negativas no seu desempenho escolar, nas suas relações interpessoais e na própria perceção da criança, ao longo do seu crescimento. Por esse motivo deve ser avaliada, por forma a ser auxiliada a ultrapassar essa sua dificuldade.
Motivos para a falta de atenção da criança: alterações bruscas na vida da criança; sofrer de ansiedade; conflitos com os colegas; problemas de aprendizagem.    
1. As crianças com problemas de atenção sentem-se diferentes das outras crianças.

2.Fortaleça a autoestima da criança. O seu sentimento de inferioridade nas crianças com dificuldades de atenção é mais elevado. Mostre o quanto o ama e que aceita as suas fragilidades, mas que reconhece as suas competências.
  
3. Mantenha-se tranquilo, nunca grite com a criança, isso só a prejudica, aumentando ainda mais a dificuldade em prestar atenção.

4. Evite ser controlador e dar várias indicações de uma só vez.

5. Tente reunir-se com o professor responsável, para perceber quais as dificuldades que a criança tem na escola. Faça com que a criança sinta que está ao seu lado para a ajudar a ultrapassar as dificuldades.

6. Estimule a criança a simplificar tarefas complexas. Assim a sua motivação aumenta ao atingir pequenos sucessos, evitando tentar realizar algumas tarefas, sem ter medo de fracassar.

7. Organize uma lista de tarefas, valorizando a criança à medida que termine determinada tarefa. Os elogios estimulam a criança a realizar novas tarefas.

8. Auxilie a criança nas suas dificuldades, mas nunca faça as atividades por ela. Só deste modo irá ultrapassar os obstáculos com que se depara. 

9. Não crie na criança expectativas irrealistas, tenha em conta as suas fragilidades e limitações.


10. Incentive-a a lidar com as adversidades. A criança com défice de atenção, tendencialmente desiste com alguma facilidade ao percecionar insucesso em determinada tarefa, pela sua dificuldade ao lidarem com a frustração.

Avaliar a criança é muitas vezes necessário para se perceber quais os motivos da sua desatenção. Os benefícios de ter ajuda profissional nesta área, promove a estimulação da atenção e ajuda a criança a descobrir novas estratégias que lhe permitam estudar de forma mais atenta e eficaz. Evita insucessos, frustrações, desinteresse, no momento em que se descobre como a criança pode obter melhor rendimento escolar. 

É recomendável a criança adquira o mais cedo estas competências, ajudando a sentir maior sucesso.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Ajuda na regulação do poder paternal


Em situações de divórcio a avaliação psicológica pode ser importante na atribuição da regulação da responsabilidade parental. Auxilia os pais na tomada de decisões e ajuda as crianças a lidar com os transtornos inerentes em todo o processo de divórcio.

O acompanhamento psicológico permite evitar inúmeros conflitos entre os pais e, ajudar a criança a gerir as emoções durante esta mudança familiar, contribuindo para a estabilidade da criança e para o equilíbrio no desenrolar da ruptura familiar.

As crianças não reagem ou sofrem todas da mesma forma, o que influencia fortemente o seu sentir, é sem dúvida, o comportamento dos pais durante todo o processo de divórcio. Acontece frequentemente, os pais discordarem em questões relativas à regulação do poder paternal, recorrendo a advogados para zelar pelos seus interesses, no entanto, as crianças são muitas vezes esquecidas, neste tipo de discórdias entre o casal. Sendo por isso importante, avaliar quais serão as melhores decisões para proteger e defender os filhos, que apesar de não terem culpa do divórcio dos pais, sofrem bastante e têm de adaptar-se à nova realidade familiar e lidar com as consequências do divórcio.

Nessas alturas, progenitores e crianças sentem muitas vezes culpa, raiva, melancolia, fracasso, entre outros, sendo necessário criar condições para que todo o processo decorra da melhor forma para todos os intervenientes, especialmente para as crianças que sofrem muitas vezes mais que os pais, chegando muitas vezes, a sentirem-se culpados pela separação dos pais.

A avaliação psicológica permite conhecer a dinâmica familiar para melhor acompanhar e ultrapassar todas as dificuldades da criança e dos progenitores. Facultando à criança vivenciar a separação dos pais sem tanta angustia, evitando receios desnecessários. Impedindo-a de ter de enfrentar a influência emocional dos pais nesta decisão, por forma a exprimir os seus desejos livremente. Permitindo assim, analisar e determinar quais as melhores decisões, por forma a minimizar, não só o sofrimento da criança como o dos próprios pais. 

O acompanhamento psicológico incide nos aspectos que colocam em causa a estabilidade da criança, em questões que requerem a mudança de rotinas, consequentes da alteração familiar, tais como, residência, mudança de escola, regime de visitas importantes neste processo para a criança sentir alguma segurança nessa mudança.

Os intervenientes na avaliação são os pais, filhos, avós e professores, entre outros, que se considerem pertinentes para a realização de uma avaliação idónea. O relatório será efectuado, tendo em consideração, sempre o que é melhor para a criança, salvaguardando os seus desejos e não os interesses dos pais.

A avaliação psicológica é uma ajuda importante na regulação de responsabilidades parentais, pelo facto de possibilitar aconselhando os pais durante todo o processo de divórcio, permitindo-lhe assim, assegurar o que é melhor para o futuro da criança, evitando sequelas posteriores.

O relatório psicológico pode ser solicitado pelos pais ou pelo próprio tribunal, e o parecer será proporcionado, tendo em conta apenas a salvaguarda e os interesses da criança, independente de quem o solicita. Sendo necessário para isso, avaliar não só a criança mas todos os elementos influentes.

Pais manipulam filhos em guerras que antecipam divórcios.
Na guerra entre casais, os filhos são frequentemente utilizados como armas pelos progenitores. Mães e pais que manipulam os filhos para romperem os laços afetivos com o outro progenitor. As crianças acabam por sofrer em silêncio e, em alguns casos, desenvolvem mesmo problemas graves de saúde.
Cabe a cada um dos pais ter consciência do que faz aos filhos, mas penso que muitas vezes esquecem que a separação e as zangas são entre os adultos. Se são cuidadores deveriam zelar pelo bem dos filhos e não os envolver nessa guerra. Usam as crianças como armas... afinal onde estão os sentimentos de mãe ou pai?
Outro erro é tentar prejudicar a relação entre os filhos e o outro progenitor como vingança. Será difícil entender que só terminou a relação entre os pais? Se os filhos já sofrem com a sua separação, ainda têm de sofrer mais com os conflitos entre os pais? O mais importante, não será ajudar a manter a relação que existia com ambos os progenitores, mesmo que separados? Essa relação devia continuar, sem interferências para sempre . 
Infelizmente. profissionalmente lido com crianças que sofrem bastante, devido ao conflito constante entre os pais. Muitas chegam a durar anos e anos e deixam enormes sequelas. 
O pior de tudo, é que essa é uma guerra entre os progenitores que tantas vezes, não olham a meios para atingir o fim.

Clique no link para visualizar uma reportagem sobre esta temática.