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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Automutilação



Automutilação - Comportamento autodestrutivo nos adolescentes
Os adolescentes sofrem muitas vezes de stress, originado pelas frequentes tensões e exigências que ocorrem na sua vida. Na família, na escola, nas relações interpessoais e, essencialmente pelos seus conflitos internos. Associadas a frustrações, problemas emocionais, depressões, perturbações do sono, perturbações da personalidade, distúrbios alimentares, baixa auto-estima, podem desencadear automutilações.
A automutilação é um meio para controlar as emoções, revela um mal-estar interno enorme, ocorre como forma de atenuar fisicamente a dor que é psicológica e emocional. Depois de ter experienciado uma emoção intensa e de não conseguir lidar adequadamente com a mesma, a única forma que encontra para controlar as suas emoções é recorrendo à automutilação, por forma a reduzir o sofrimento e angustia, ou seja uma dor psicológica e emocional.
A automutilação ocorre geralmente em locais privados para evitar que sejam descobertos. Exemplos de formas de automutilação: queimar-se, cortar-se, morder partes do corpo, beliscar-se, reabrir feridas, arrancar cabelos, entre outras.
Este tipo de comportamentos autodestrutivos praticados repetidamente, não têm intenção de chamar a atenção são uma forma de controlar as emoções sentidas, tais como, raiva, tristeza, ansiedades, sensação de vazio interno. Pode ser indicador de dificuldades no meio familiar ou nos grupos de referência. Revela elevado sofrimento, sendo a automutilação a forma encontrada para aliviar dor emocional e o desconforto interno.
É adolescência que a maioria dos casos inicia, é uma idade de risco, onde se inicia este tipo de comportamentos, devido aos frequentes conflitos internos e estados de tensão existentes. Os pais devem estar atentos à expressão emocional do adolescente evitando que as emoções e os conflitos sentidos sejam controlados com auto agressões.
Nem sempre é fácil descobrir quando o adolescente se automutila, pelo facto de tentarem esconder os sinais, seja por vergonha ou medo. Mas é extremamente importante, atuar sempre que se descubra uma situação destas. 
Entre pais e filhos estas questões são muito difíceis de serem abordadas, sendo necessária intervenção terapêutica para avaliar o que se está a passar com o adolescente e avaliar quais as razões do seu comportamento, procurando uma resolução para este tipo de comportamentos autodestrutivos, minimizando os seus malefícios. 
O acompanhamento psicoterapêutico é fulcral para ajudar os adolescentes a lidarem adequadamente com os seus problemas e a darem nome às suas emoções.
A psicoterapia, nestes casos, tem como objetivo ajudar o adolescente a identificar outras formas de lidar com o seu sofrimento, de modo mais eficaz, evitando a continuação do comportamento autodestrutivo. Não existe medicação indicada para ajudar a terminar estes tipo de autoagressões. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Orientações para lidar com filhos adolescentes


O comportamento e as atitudes parentais são o melhor exemplo, contribuindo para orientar e definir o comportamento dos filhos. Sendo por esse motivo, o  meio mais eficaz para transmitir os valores educacionais que deseja. Os pais são o seu modelo de cópia, são o seu espelho! 
Na adolescência os conflitos entre pais e filhos acentuam-se, sendo por isso uma fase difícil para ambas as partes. 

Existem no entanto algumas orientações essenciais que deve ter em conta nestas idades: 

- Conversar e respeitar o que o seu filho tem para dizer. Não o confronte, sem lhe dar espaço suficiente para que ele também possa dar as suas opiniões ou explicações.  


- Manifeste interesse no seu desempenho escolar. Não critique e destaque só as avaliações mais baixas mas, elogie todo o seu empenho, especialmente quando é bem-sucedido.

  - Não controle demasiado o seu comportamento. Nesta idade, é necessário aprender a desenvolver autonomia e a desenvolver recursos, para lidarem melhor com o mundo circundante. São as vivências na adolescência que proporcionam, a confiança em si mesmo no futuro.

- Em todos os momentos mostre-lhe que está sempre lá para o apoiar, tanto para partilhar os seus sucessos, como para o ajudar a ultrapassar as suas falhas. Diga-lhe que tem muito orgulho que seja seu filho e, que aceita as suas fragilidades.

- Dê-lhe muito afeto. Apesar de fugirem nesta fase, com alguma frequência do contacto físico dos pais, continua a ser importante para o seu bom desenvolvimento. Contudo, não se deve forçar muito, respeitando o seu espaço e, a sua vontade. 

- Demonstre interesse pela escolha das suas amizades. Nunca deve criticar os seus amigos, pode dar-lhe a sua opinião, alertando-o no caso de perceber algo que considere pertinente ou anormal. Agindo assim, permite que o seu filho comece a pensar por si próprio, a diferenciar as suas escolhas e a distinguir o que é correto do que é incorreto. É uma aprendizagem fulcral nestas idades, pois é isso que irá ajudá-lo a fortalecer as relações interpessoais.

- Continue a impor regras e limites adequados à sua idade. Orientando-o e alertando-o para as consequências dos seus atos, para que se torne mais responsável e se desenvolva estruturado como pessoa.





A psicoterapia beneficia os adolescentes


A adolescência é a transição da infância para a idade adulta mas, é sempre uma fase difícil, por implicar grandes transformações físicas e psicológicas. Estas alterações, causam no jovem, frequentes conflitos internos, angustias, inquietudes, indecisões, o que gera muitas vezes, elevados níveis de ansiedade. A par destas transformações internas, começa a sentir as coisas e percepcionar a realidade à sua volta de modo diferente e tem de aprender a lidar com as novas mudanças que vão ocorrendo...muitas vezes, com elevada insegurança. 
A sua transformação interior e a sua relação com os outros está a mudar e o adolescente, tem de se adaptar e muitas vezes não sabe o que fazer ou como agir em algumas situações, tais como,  mudança de escola, de amigos, conflitos com os amigos, ter de ir para a escola sozinho, saídas à noite, namoricos, entre outras...como se de repente fosse para um planeta desconhecido.
Nesta fase, o jovem tem de se descobrir, enquanto pessoa e construir a sua identidade, dissociada da dos seus pais. Este processo, causa-lhe sentimentos de exaltação, descoberta, sentindo muitas vezes, medo e angústia.
A sua construção enquanto pessoa, é elaborada, em através da imitação de pessoas que admira ou idealiza. É nesta fase que começa a copiar comportamentos de  modelos, atores ou ídolos musicais. Mas também precisa de fazer a separação dos seus pais, tendo por isso, necessidade de mostrar que é diferente deles. E é essa necessidade, que o faz ter com frequência, comportamentos opositores e manifestar negação ou até criticar, tudo o que os pais dizes ou fazem.
O adolescente ao sentir que ainda não consegue desvincular-se dos pais, sente receio e medo. Esta ambivalência, entre o desejo de se separar para ser distinto deles e, a dificuldade em assumir a responsabilidade dos seus atos, enquanto adulto, gera nos jovens um enorme conflito dentro de si. Esses sentimentos, dão muitas vezes, origem a comportamentos impulsivos, agressivos e, refletindo-se também, na sua constante mudança de ideias ou opiniões.

Na adolescência, ocorrem muitos comportamentos que podendo não parecer normais, existem como forma de encontrar a sua própria identidade. Geralmente, os seus comportamentos, deixam os pais preocupados e confusos com algumas das suas atitudes. Como é uma idade de grandes transformações, é normal que os próprios, adolescentes, sintam imensas dúvidas sobre algumas temáticas e não encontrem respostas para questões que os inquieta, além disso são poucos os que falam dos seus problemas abertamente com os pais. Costumam conversar  com os amigos, mas como têm receio de serem criticados, não abordam muitas das questões que os incomoda. 
É por todos estes motivos que nestas idades, a intervenção de um psicólogo, pode ser importante. Um acompanhamento terapêutico é facilitador na descoberta de si próprio, minimizando o seu sofrimento e contribuindo para o desenvolvimento de uma adolescência mais saudável.
Dificuldades em que uma intervenção psicológica é benéfica:
 - Comportamentos agressivos ;
 - Conflitos interpessoais;
- Mediação de conflitos familiares;
- Formação da imagem corporal;
- Autoestima;
- Distúrbios alimentares;
- Descoberta de si próprio;
- Sintomas depressivos;
- Medos;
- Sexualidade;
- Irritabilidade frequente;
-Divorcio dos pais;
- Desmotivação;
- Saídas à noite;
- Desempenho escolar ou métodos de estudo.

A consulta de psicoterapia com o adolescente, ajuda a família a encontrar orientação especializada para lidar com os problemas e distúrbios que podem ocorrer nestas idades. Esta abordagem terapêutica com o adolescente é muito benéfica, por contribuir para um melhor autoconhecimento e autoconfiança, minimizando muitos dos conflitos internos, permitindo-lhe desta forma, não só contribuir para a sua organização interna, mas também para se sentir melhor preparado e enfrentar as dificuldades com que se depara no dia-a-dia com maior segurança. Deste modo, fará escolhas e tomará decisões, de modo mais consciente e ponderado.
Se perceber que existe alguma dificuldade ou se já tentou de inúmeras formas resolver determinada situação e já não sabe como ajudar, contacte-nos. Procuraremos avaliar o problema e encontrar as estratégias adequadas para modificar a situação.