terça-feira, 26 de maio de 2015

5 das Profissões mais procuradas



Engenharia tecnológica, ciências económicas, operações e logística, comercial, automação, marketing e comunicação de informação, são as cinco áreas mais promissoras em termos de emprego, em Portugal. Segundo um inquérito feito a 47 empresas do Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (BCSD Portugal), com o objetivo de conseguir adequar os perfis pretendidos pelas empresas à formação escolar, os currículos dos alunos são desajustados, os estudantes do 12.º estão pouco preparados para entrar no mercado de trabalho e não existem profissionais suficientes em qualquer destas áreas para o período entre 2017-2020.

O núcleo de empresas consultado no inquérito, que é apresentado esta segunda-feira, dá um indicador prometedor: entre 2017 e 2020, estas 47 empresas esperam criar 7.500 a 11.200 postos de trabalho. Mas o tom de preocupação com o desfazamento das necessidades empresariais face aos currículos e ofertas vocacionais é grande. A prioridade, segundo referiram as empresas consultadas, é adequar o ensino profissional – do 10.º ao 12.º ano – às necessidades práticas de recrutamento, uma vez que 80% das empresas inquiridas perceciona os candidatos do 12.º ano como “pouco preparados”, enquanto 30% melhora essa perceção em relação ao ensino superior.

ALUNOS MAL PREPARADOS

As empresas consideram que os alunos que acabam o ensino secundário ou superior não estão bem preparados para as necessidades das empresas.

80%
considera que os alunos de 12º ano não estão bem preparados
70%
considera que os currículos do 12º ano estão desajustados
30%
considera que o os candidatos do ensino superior estão pouco preparados
20%
considera que o conhecimento no final do curso superior é desajustado
O Ministério da Educação e Ciência e o BCSD Portugal assinaram um protocolo que prevê um maior envolvimento do conselho empresarial no desenho curricular dos cursos do ensino vocacional e na formação em contexto de trabalho.

Fonte: Competências críticas do capital humano até 2020/BCSD Portugal

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Como ajudar no sucesso escolar?



Sente que o seu filho está desmotivado ou os resultados das suas avaliações estão a baixar ou esforça-se, mas não consegue ter boas notas?

Existem algumas directrizes para o ajudar a perceber, como pode ajudá-lo e a entender melhor o que está algumas vezes camuflado atrás dessas dificuldades. Em muitos casos, a dificuldade em ter melhores resultados, pode não estar diretamente relacionada com as suas competências cognitivas, sendo necessário, por esse motivo que os pais estejam atentos aos sinais causadores deste inesperado desempenho escolar.

As emoções influenciam e muito a disponibilidade para a aprendizagem, se a criança está a passar por alguma dificuldade emocional, como por exemplo, no seu relacionamento com alguns colegas ou estiver preocupado com alguma mudança ou conflito, essas mesmas preocupações, terão grande impacto na sua disponibilidade e motivação para o estudo, aumentando também, a sua dificuldade em estar concentrado nos momentos em que está a estudar.
Qual o motivo  disso acontecer? Nesses momentos, mesmo que a criança ou jovem, sinta que precisa de estudar, não consegue concentrar-se, apesar de tentar e de se esforçar. Quando isso ocorre poderá estar a acontecer o seguinte, existir algum tipo de interferência das emoções no seu pensamento, ou seja, as emoções estão a impedir ou a dificultar o funcionamento do hemisfério esquerdo (responsável pela aprendizagem), porque o hemisfério direito (responsável pelas emoções), está com um nível de actividade elevada. Assim sendo, a única maneira de evitar que isso ocorra, é identificar e perceber, o que está a preocupar a criança, por forma a ajudá-la a ultrapassar as suas dificuldades emocionais.

Causas possíveis:

- Mudanças familiares – As alterações nas rotinas familiares podem influenciar muito a sua disponibilidade para a aprendizagem. Exemplos disso podem ser, a separação dos pais, o nascimento de um irmão, a morte de um familiar, mudança de escola. As dificuldades que a criança sente, manifestam-se muitas vezes por queixas de índole física, tais como, elevada ansiedade, irritabilidade, pesadelos, medos, dores de barriga. É necessário sempre que possível preparar a criança, com alguma antecedência para qualquer tipo mudança.

- Insucesso escolar – Estuda e esforça-se, mas os resultados das avaliações não são positivos ou não são os esperados. As dificuldades de aprendizagem podem ter diversas razões, ansiedade nos testes, falta de método de estudo, dormir pouco ou porque as suas emoções podem estar a impedir, a suposta disponibilidade esperada para a aprendizagem. Pode acontecer se a criança estiver a sentir algum tipo de frustração emocional e não esteja a conseguir superá-la, assim como pode ser, a própria escola a não ter os meios necessários ou os mais adequados, por forma a ajudá-la a lidar com as dificuldades.
É extremamente importante, ajudar a criança a desenvolver mecanismos que lhe permitam controlar melhor as emoções e consequentemente a ter melhor desempenho escolar, mas nem sempre as escolas estão preparadas para ajudar alguns alunos que apresentem características diferentes do normal. E, também o numero elevado de alunos por sala de aula, não permite que exista um acompanhamento mais individualizado dessas mesmas crianças.  

- Recusa em querer ir para a escola – Se esta situação for frequente, pode estar relacionada com sentimentos de insegurança, medo de separação ou existir alguma situação de bullying. É sempre importante perceber bem, o porquê destes seus receios. Se após algum tempo, as justificações não forem explicativas do seu comportamento, pode ser necessário falar com o professor responsável de turma e consultar um psicólogo para ajudar a criança a ultrapassar melhor esta situação. Reforço a ideia de que como acontece quase em tudo, quanto mais cedo se agir, menores serão os danos colaterais.

- Desmotivação – Há crianças que não gostam de ir para a escola, mas existe sempre algum acontecimento que é o causador da sua falta de motivação. Podem existir inúmeros motivos, tais como, dificuldades de aprendizagem, dificuldades de relacionamento com os pares, não reconhecer a importância da escola para o sucesso futuro, ser vítima de bullying, não se identificar com a ideologia ou valores da escola que frequenta. 

É essencial identificar a razão da sua desmotivação para não condicionar o sucesso escolar. 

A dificuldade em lidar com fatores relacionados com causas emocionais, desenvolvem muitas vezes sentimentos de fracasso que aumentam a possibilidade das crianças, sentirem  medo e ansiedade, desencadeando outro tipo de emoções, tais como: desespero, culpabilização, inaptidão, insegurança que contribuem para acentuar ainda mais, os erros nos momentos de avaliação, impeditivos de um bom desempenho escolar.

Quando os pais chegam a uma fase, em que já não sabem o que fazer, começam a sentir dificuldades em entender o que está a comprometer o desempenho escolar da criança ou já tentaram de tudo e, não estão a conseguir ajudá-la, devem procurar ajuda profissional o mais precocemente possível. Essa decisão é importante, não só para a criança conseguir ultrapassar as suas dificuldades, como para evitar, o seu sofrimento e consequências futuras no seu percurso escolar. 

Maria Pascoal

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Hoje há homens com grande capacidade para tomar conta dos filhos

"Hoje há homens com grande capacidade para tomar conta dos filhos" - Daniel Sampaio

O Tribunal é Réu é o título do seu último livro. O tribunal é o principal responsável pelos problemas associados ao divórcio?
Estamos a falar de divórcios litigiosos em que há um conflito entre o homem e a mulher. A tese deste livro é que o tribunal aumenta o conflito do casal por duas razões: em primeiro lugar, o sistema favorece uma lógica de vencedor e vencido e isso é evidente desde o primeiro requerimento, desde a primeira alegação; depois o tribunal demora muito tempo a tomar decisões relativas à guarda das crianças - quando há conflito entre os pais o processo prolonga-se em média por dois anos, mas pode demorar mais anos. Isto na vida de uma criança é muito tempo: uma criança de três anos é completamente diferente de uma de cinco e uma de cinco de outra de sete. Muitas vezes, a decisão vem num momento que já não corresponde ao que a criança está a viver naquela altura. Por outro lado, este é um problema fundamental do tribunal: a avaliação não é bem-feita.

Como assim?
O tribunal não tem capacidade para fazer uma avaliação da situação da família porque não tem recursos de assessoria técnica isenta e os juízes, no meu entender, não têm formação específica sobre desenvolvimento infantil e sobre as novas famílias. Estas razões fazem com que o tribunal aumente o conflito do casal, demore muito tempo a resolver a situação e sobretudo esqueça a criança. Quando falo com pessoas que passaram por processos destes, verifico que a criança é esquecida. É esquecida, muitas vezes, pelo pai ou pela mãe que estão em conflito e querem ganhar o processo e pelo próprio tribunal que fica emaranhado no seu funcionamento e perde de vista a criança.

A resolução deste tipo de casos não devia, então, ser uma decisão jurídica?
Desejo que se façam muitas prevenções das crises do casamento. Pode ser através da terapia de casal, de um médico de família com formação na área, de um psicólogo ou até de um amigo. Um casal não deve recorrer logo ao divórcio perante uma crise. Deve deter-se e tentar resolver a crise entre si. Em termos do tribunal é muito importante que, a certa altura, o juiz possa fazer parar o processo e enviar o casal para mediação familiar ou para uma intervenção terapêutica. Isto é pouco usado em Portugal. É muito importante que o juiz tenha essa percepção: manter o processo em tribunal com alegações e contra-alegações aumenta o conflito. E o pior que pode acontecer à criança é verificar que os pais continuam em desacordo. Os estudos demonstram que a principal consequência negativa do divórcio é a manutenção da conflitualidade entre os pais. Como se mantém durante vários anos – e o tribunal deve ser, na minha opinião, o réu desse processo – a criança fica lesada, não só pela perda de um dos progenitores, mas também pelo conflito que se mantém entre ambos.

É por isso que recorre a metáforas kafkianas para abordar este tema?
Já não lia Kafka há muitos anos. Fui rever O Castelo e O Processo e achei que era extremamente actual e que dava esta ideia. Em tribunal as pessoas estão sempre perdidas. Ninguém indica as coisas. As testemunhas ficam sozinhas numa sala. Os adiamentos são frequentes. Na minha opinião, os juízes têm muito pouco respeito pela vida das pessoas. Em situações de divórcio é um mundo muito hostil para o pai e para a mãe e, quando a criança é chamada, é preciso tomar muitas precauções. O título O Tribunal é o Réu é um grito de alerta para modificar o funcionamento dos tribunais de família, até por uma razão que ainda não falei: muitas vezes as decisões são tomadas e depois não são cumpridas.
 
Que impacto pode ter esta desumanização do tribunal no desenvolvimento infantil?
O divórcio tem sempre impacto na vida da criança. Esse impacto é menor se os pais explicarem bem à criança a separação e disseram à criança como é que vai ver um e outro.

E nos casos litigiosos?
Quando há conflito, os pais começam logo por não explicar bem o que se passa. Se o assunto cai em tribunal, a criança percebe que há qualquer coisa que não entende completamente. Sou director do serviço de psiquiatria do Hospital Santa Maria e recebo vários pedidos de juízes para designar um psicólogo que acompanhe uma criança que vai ser ouvida em tribunal. Isto deveria ser uma prática corrente: ter um técnico que ajuda a criança no diálogo com o juiz e com o procurador. Ontem estive em Coimbra numa sessão sobre estes temas e um pai contou-me que tinha sido acusado de violência doméstica e abuso sexual em relação à filha de 9 anos. O juiz encarregue do caso decidiu ouvir a menina e fez isso com muito tacto, na presença de um psicólogo. Acabou por perceber que se tratava de alienação parental. Devido à guerra entre os progenitores, a criança foi puxada para um dos pais, neste caso a mãe, e influenciada negativamente em relação ao outro.

Os tribunais contribuem para a alienação parental?
Completamente.

O que é que está na raiz desta alienação, mais do que isso: o que está na origem desta guerra entre cônjuges?
Não lhe sei responder a isso. Essa é a pergunta que mais me inquieta. Sou psiquiatra há muitos anos e o que me impressiona mais é a raiva entre os casais. Anos depois de uma separação, mantêm-se sentimentos negativos de uma profundidade enorme. No livro, conto que fiz estágios em muitos sítios (prisões, etc., etc.) e o que me impressionou mais foi o tempo que passei num tribunal de família, a violência que havia, as coisas que a mulher e o homem diziam um ao outro. Muitas vezes os casais que se odeiam muito, já se amaram muito. Há situações muito interessantes de casais que estão em conflito e que, de vez em quando, se encontram para terem relações sexuais e depois continuam em conflito. Lembro-me de um menino de 6 anos que ia passar o fim-de-semana com o pai e depois voltava para a mãe. A roupa dele aparecia rasgada e a mãe estava permanentemente a recorrer ao tribunal para fazer queixa disso. Veio a provar-se, mais tarde, que era ela que cortava a roupa com uma tesoura. O que leva uma pessoa a fazer isso? Uma raiva profunda. Quando estudei esse caso, verifiquei que era um casal que no início teve uma paixão enorme, uma entrega total e depois rompeu. Ele foi infiel.

Muitas vezes as pessoas vão viver juntas sem perceberem se têm capacidade para isso.DANIEL SAMPAIO
Esta raiva pode resultar de uma relação pouco sólida?
Normalmente o conflito começa por ser um conflito de comunicação. Há casais que se afastam, outros que têm uma relação violenta. Tudo isto levou ao divórcio. Aquilo que caracteriza a relação é justamente uma ambivalência.

Defende que hoje há muitas separações pouco reflectidas. E cito-o: "uma separação sem este percurso de luta e de tentativa de crescimento emocional é uma decisão pouco corajosa e constitui o ponto de partida para um divórcio doloroso e com muitas repercussões negativas para os filhos".
Muitas vezes as pessoas vão viver juntas sem perceberem se têm capacidade para isso. Uma coisa é namorar, outra coisa é o quotidiano. É preciso ter um reconhecimento grande do que se está a passar com o outro. Se eu sou casado, tenho de pensar no que se está a passar com a minha mulher. Tenho de pensar em mim, mas sobretudo nela. Tenho de fazer um movimento para dentro de mim, mas também para dentro dela. Isto é um bocadinho contrário à vida de hoje: muitas horas de trabalho, problemas de emprego, questões com os filhos e com as famílias do outro. Há uma série de questões que fazem com que a observação do outro seja adiada. É então que o casal começa a entrar em conflito ou a afastar-se.

As questões que advêm hoje do divórcio são muito diferentes de há 20 anos?
Sim. Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, a relação entre o casal ficou mais igualitária e isso implica uma partilha das tarefas domésticas, da educação dos filhos. Hoje, a vida dos casais é muito exigente.

Isso pode explicar, em parte, o aumento do número de divórcios?
Sem dúvida que sim. Até à segunda metade do século XX, a mulher aceitava tudo. Com a emancipação, a mulher passou a contestar esse papel tradicional. E há uma grande exigência: os dois querem ser felizes. O que é ser feliz? É estarem bem um com o outro, entenderem-se, terem uma boa realização sexual, terem disponibilidade para os filhos, terem amigos. A vida dos casais com filhos pequenos é muito difícil, têm de estar atentos um ao outro e, de facto, não há tempo. As questões da sexualidade são muito interessantes. Os homens acham que se tiverem uma relação sexual fica tudo resolvido. As mulheres não são assim. Têm uma exigência maior de entrega e carinho. Os homens às vezes dizem-me: já não me realizo sexualmente com ela. As mulheres não dizem isso. Dizem: eu já não consigo estar disponivelmente sexualmente, porque estou cansada. Tudo isto interfere na comunicação.

Os cônjuges são mais egoístas hoje em dia?
As pessoas são muito individualistas, procuram o seu bem-estar, também porque trabalham muito. Muita gente vai para casa responder a emails do serviço. Isto faz com que as pessoas fiquem objectivamente cansadas.

Quais são hoje as particularidades do divórcio e das suas implicações na vida das crianças?
Actualmente as crianças não se sentem estranhas por ter pais separados. O mais importante é a maneira como o pós-divórcio ocorreu e é aí que o tribunal é réu, porque prolonga o conflito. Muitas vezes as crianças percebem que são uma arma de arremesso entre o pai e a mãe. Deixa de dormir, de comer e de ter rendimento na escola. Isso é que nós temos de evitar.

Algumas crianças ficam com aversão a relacionamentos…
É uma consequência a longo prazo. Alguns estudos mostram isso.

Há também cada vez mais crianças que têm de lidar com os namorados dos pais e com uma terceira família.
As crianças têm uma boa capacidade de adaptação, mas é preciso que os adultos percebam que essa adaptação não é fácil e que não pode ser forçada. Muitas vezes, depois de uma ruptura afectiva, as pessoas precipitam-se numa nova relação e quando embarcam nesse relacionamento, no fundo, ainda estão a fazer o luto da relação anterior. A relação só deve ser dada a conhecer à criança quando é estável.

A guarda partilhada é a melhor opção para as crianças?
É preciso haver um diálogo mínimo entre o pai e a mãe para a guarda partilhada funcionar. Depois as duas casas não devem ser muito distantes. Deve haver muito cuidado para que a criança tenha dois locais que, de facto, sinta como seus. Se tem um quarto em casa da mãe, deve ter um em casa do pai. Deve ter os objectos fundamentais nos dois locais. Quando o diálogo entre o casal é razoável e centrado na criança, sou a favor da guarda partilhada mesmo nos casos de crianças relativamente pequenas. Há quem diga que não se adoptar com menores de 3 anos, mas não tenho essa opinião. Depende da avaliação do tribunal e da existência de competências de um lado e de outro. Hoje em dia há homens com grande capacidade para tomar conta das crianças. Houve uma mudança enorme nos últimos 20 anos. Há pais jovens que têm uma enorme competência para cuidar de crianças pequenas. Evidentemente que no primeiro ano de vida, em que a criança está muito dependente da mãe, não fará muito sentido, mas aos 2/ 3 anos não vejo nenhum inconveniente.

Os avós estão a perder relevância na vida das crianças?
Acho que não podem perder importância. Os avós conferem um papel de estabilidade à criança. No meio da confusão da ruptura dos pais, do aparecimento do namorado do pai ou da mãe, os avós são muitas vezes um porto seguro para as crianças e adolescentes. Portanto o papel dos avós deve ser valorizado – agora já há jurisprudência sobre isso e os avós têm direito a visitas em situações de divórcio. Na guarda partilhada não devem perder importância, porque podem ser um apoio.

A actual diversidade familiar é inevitável no futuro ou poderemos voltar a ter maioritariamente famílias tradicionais?
Não e nem acho isso uma coisa negativa. Conheço padrastos e madrastas que funcionam muitíssimo bem. No outro dia, fui a um clube desportivo com um dos meus netos e ele disse-me uma coisa espantosa sobre um colega: "não sei se aquela é a madrasta ou a mãe dele". Eu achei aquilo extraordinário. À primeira vista, a relação que as duas senhoras estabeleciam com o menino era semelhante. É assim é que deve ser. Há casos positivos.

As crianças são cada vez mais esquecidas?
Não, acho que as crianças e os adolescentes são mais ouvidos actualmente. Há 35/40 anos, quando me comecei a interessar por estas temáticas, os meus mestres diziam-me para trabalhar com adolescentes porque ninguém se interessava por esta área. Hoje, os meus colegas mais novos riem-se quando lhes falo nisso. As crianças e os adolescentes têm mais voz. Isso é uma evolução indiscutível. O que acho é que as crianças não são protegidas devidamente, como já expliquei. 

Por Ana Catarina André, in Sábado

terça-feira, 28 de abril de 2015

Dormir na cama dos pais? Nunca



Porque os filhos não devem dormir na cama dos pais? 

Existem inúmeros motivos importantes, não só para bem dos progenitores, como para os próprios filhos. Em algumas situações a troca de cama, podem ser motivadas pelos filhos, mas tem de existir consciência que condicionam a intimidade dos pais e, quanto mais frequentes mais contribuem para a diminuição da qualidade do relacionamento entre o casal. Mas, existem outras situações em que são os próprios pais a fomentar essa dinâmica, provavelmente por não terem as suas necessidades emocionais satisfeitas, tendem a procurar nos filhos essa compensação, por forma a atenuar a sua insatisfação emocional.

No entanto, independentemente das razões que originam esta dinâmica familiar, as consequências são sempre prejudiciais para todos os membros familiares. Diminuem não só a intensidade, mas também a qualidade do relacionamento entre o casal e, afetam o equilíbrio de amor necessário, na relação entre os pais e os filhos, por não existirem limites familiares saudáveis na definição de papéis, extremamente importantes, não só para que os pais possam beneficiar de momentos de intimidade, como para manter o fluxo constante de amor e afeto essencial de pais para filhos.

As dormidas frequentes na cama dos pais, constituem uma troca de papéis que potência o seu poder na família e enfraquece o relacionamento entre os pais, porque a forma como o amor se desenvolve entre os progenitores e os filhos é diferente da que fortalece o amor entre o casal. Os filhos não podem compensar os pais da necessidade de intimidade enquanto adultos. 

No caso de os pais estarem emocionalmente carentes, mesmo sem se aperceberem, acabam muitas vezes, por impedir que os filhos deixem de viver as experiências normais da idade, por se sentirem responsáveis pela satisfação emocionalmente dos pais. Os filhos não podem preocupar-se ou canalizar a sua atenção nas necessidades do progenitor e, esquecer as suas próprias necessidades emocionais. 

Numa família estruturada, os filhos como sentem as suas necessidades de afeto e de atenção satisfeitas, conseguem compreender e respeitar a intimidade dos progenitores. Se a família não é saudável e as crianças dormem no quarto dos pais, facilmente os seus problemas aumentam, por não existir tempo e espaço essencial para que os pais possam ter momentos para partilhar intimidade, amor e sexo, fulcrais para conseguirem manter uma relação equilibrada e feliz.  

A tendência de dormir na cama dos pais, ainda se torna mais complicada, no caso dos pais estarem divorciados, principalmente se os filhos ficam a viver a maior parte do tempo em casa de um dos pais. Nessa situação, sentem que perderam um progenitor e receiam perder o outro e a invasão do quarto dos pais é ainda mais frequente. Esta fase pode causar nas crianças enorme sofrimento e instabilidade. Reflexo do mesmo, manifesta-se por alguns sintomas, como queixas somáticas, medos, pesadelos entre outros. 

Neste contexto,  se o progenitor vive sozinho com a criança ou está poucas vezes com ela, pode ter alguma tendência para desejar dormir ao seu lado, não só para proporcionar à criança alguma segurança, como para o próprio progenitor, retirar desses momentos algum conforto e prazer.

As consequências desta dinâmica, só contribuem para tornar a criança mais dependente, dificultando a sua capacidade de adaptação e aumentando a sua resistência a qualquer tipo mudança. Esta situação pode gerar ainda efeitos mais graves, como sentimentos de abandono, traição, ciúme, entre outros, no caso de o progenitor iniciar uma nova relação. 

Como evitar que as crianças invadam o quarto dos pais? 

É recomendável que nessas alturas, sempre que a criança se levante e apareça no quarto dos pais, nunca seja permitido que fique no quarto dos pais e, todas as vezes em que isso acontece, a criança deve ser levada para o seu quarto.

O progenitor deve ficar no quarto da criança, falar-lhe calmamente, contar-lhe uma história até que fique mais tranquila ou adormeça. Deve repetir este ciclo, sempre que a criança se levante. 

Igualmente importante é nunca se esquecer de elogiar o comportamento da criança, sempre que consegue permanecer no seu quarto a noite inteira. 

Estes comportamentos podem ser difíceis de evitar e podem ser desgastantes durante a noite, mas se os pais forem firmes no estabelecimento desta regra, a criança demora menos tempo a adquirir hábitos noturnos mais saudáveis, a tornar-se mais independente e com melhores competências de adaptação às mudanças do dia-a-dia. E os pais usufruem de maior intimidade e tranquilidade. 

*Mais sugestões no artigo - A hora de dormir é um pesadelo?       

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Os meus, os teus e os outros

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Qualquer casamento é, realmente, para toda a vida. Porque ocupa muitas memórias e porque condiciona, por mais que se não queira, todos os gestos amorosos que se terão a seguir.

1.Qualquer casamento (mesmo que não dure) é para toda a vida. Não é mau que seja assim. Mas é difícil. Muito difícil! Porque, se todos sabemos que sempre que namoramos, todos os dias, casamos mais um bocadinho, é difícil ter um coração que saltita, compromissos profissionais, uma agenda familiar, um corpo que se cansa ou se revolta, as actividades extra-curriculares, os trabalhos de casa, os banhos, as histórias, as lamúrias e as birras das crianças, alguém (na família) que fala por murmúrios ou por insinuações (e... atormenta), um chefe que reparte aqueles que «vestem a camisola» dos outros com quem amua, uma conta cujo saldo nos prega sustos que se farta, um cadastro de histórias de família que, não tendo a aragem chocante dum CSI, ao contrário dos episódios com que adormecemos, não castiga os inequívocos culpados, e comentários do género: «estás tão bem!» ou «os anos não passam por ti» que atordoam e latejam devagar.
É difícil (muito difícil) gerir uma vida a quatro mãos. Porque raramente colocamos nos nossos horários de todos os dias... conversar. E, muito menos, namorar. Em resumo: damos um tempo. Muitas vezes. Ou, se preferir, tornamo-nos estranhos com um presente comum. E, quando é assim, por mais que todos os casamentos sejam para toda a vida, poucos amores serão para sempre.

2.Qualquer casamento é, realmente, para toda a vida. Mas, então, quando nele se repartem um ou vários filhos, um casamento é para todo o sempre. Mesmo que os pais se separem ou divorciem. Por isso mesmo incomoda-me muito a fórmula: «os meus, os teus e os nossos». Porque, por mais que todos os pais repitam que gostam de todos os filhos da mesma forma, «os nossos» arriscam-se a sentir-se filhos de 1ª, «os meus» (mais ou menos) de 2ª e os «teus» serão... os outros.Ora, eu acho que, no contexto de famílias que se reconstroem, muitos filhos tornam-se (ainda) mais filhos e muitos enteados se sentem (felizmente) filhos, muitos filhos passam a ser (sem que ninguém queira) mais ou menos enteados. Toda esta complexidade (que será estimulante enquanto desafio) atropela, muitas vezes, uma nova relação amorosa. Contra a vontade de todos.Em primeiro lugar, porque por mais que a fórmula «quem meus filhos beija a minha boca adoça» esteja presente dentro de cada um de nós (quando ficamos atentos em relação aos gestos parentais da pessoa com quem compartilhamos, de novo, a nossa vida amorosa, ou da nossa parte em relação aos filhos dela) as crianças são uma entidade reguladora que testa, permanentemente, os pais o que faz com que (por dificuldades de leitura da nossa parte, por reações magoadas ou impulsivas que vamos tendo ou porque elas possam ser instrumentalizadas diante do sofrimento ou da ira de um dos pais) se azedem quaisquer processos de parentificação dos novos membros da sua família. Porque nem sempre a separação dos pais foi enquadrada por gestos esclarecidos que terão poupado uma criança do fogo-cruzado dos ressentimentos, da clivagem de lealdades ou dos episódios infelizes que envergonham ou atormenta os pais. Porque entre a separação dos pais e a entrada duma nova pessoa na vida de cada um podem não ter existido o tempo, as oportunidades e o bom senso que todos quereriam.Em segundo lugar, porque as crianças são jogadas - pelos pais ou pelas respetivas famílias de origem - para acusações tácitas ora de vítimas ora de vilões, com as quais elas não deixam de se sentir confusas e, ao mesmo tempo, engolidas por uma cascata de abandonos que lhes chegam dos protagonistas mais improváveis. Se nesse cenário de sofrimento elegerem um «inimigo público» (de preferência, o novo elemento da família alargada) estão a encontrar uma proteção para o sofrimento que as consome (o que, como se compreende, as segurará, por mais que fissure a nova relação de cada um dos seus pais ou a disponibilidade que essa nova pessoa possa ter para adoçar os seus gestos de parentalidade).Em terceiro lugar, porque deixar de existir «a nossa casa» e passar-se a ter «a casa da mãe» e a «casa do pai» exige um enorme bom-senso de cada um dos pais, no sentido de repartirem o tempo de parentalidade de forma tendencialmente idêntica para que comparticipem, de modo empenhado, em todas as tarefas de parentalidade, e de maneira a não deixarem enviesar os seus gestos parentais por um cuidado tão extremo que quase pareçam medricas.Em quarto lugar, porque se confiar um filho à mãe ou à sogra já é tão diferente, confiá-lo a um estranho que, pior, se transformou no presumível culpado por um divórcio que se vinha arrastando há anos, é uma tarefa terrível, que se torna mais insuportável quando essa pessoa reúne os requisitos de parentalidade que sentimos que nos faltarão.Em quinto lugar, porque a condição económica e a disponibilidade de espaços do pai e da mãe se poderão ter ressentido com o divórcio, o que dá lugar a rivalidades parentais escorregadias e a situações delicadíssimas, quando se trata de gerir os quartos ou as camas das crianças, por exemplo (que introduz clivagens muito grandes que colidem com a intenção, de cada um dos pais, de lutarem por uma paridade de cuidados, quando se trata de gerirem «os meus» e «os teus») ou os tempos que dedicam aos seus filhos (que faz com que muitos enteados tenham mais tempo de um dos pais que os seus próprios filhos, com tudo o que isso representa de fraturante para a nova fratria que se constitui).Finalmente, porque quando se gere a autoridade, os gestos de carinho ou o protagonismo protetor a tentativa de isenção de muitos pais e da sua nova companhia choca com a forma assustada como os filhos os interpretam, o que faz com que uma nova pessoa na relação de um dos pais se empurre a si própria, por excesso de zelo, para um papel omisso, que a transforma em madrasta ou em padrasto, muito mais que em tio ou noutro «pai».É claro que ao surgirem, numa família reconstruída «os nossos filhos» tudo fica mais derrapante: porque faz com que muitas crianças - que se foram sentindo filhas do novo companheiro (ou da nova companheira) de cada um dos pais - se poderão sentir... «despromovidas» diante de um novo bebé; porque é fácil que elas sintam, da parte do seu próprio pai (ou da sua mãe), um conjunto de cuidados tão atentos e tão delicados para com o bebé que as leve sentirem-se um bocadinho enteadas para os seus próprios pais; e porque um novo bebé pode aclarar uma distinção de cuidados tal de um dos pais e da sua nova companhia (em relação aos filhos de um e de outro, que já existam) que, em vez de ser um pequeno Messias, um bebé se transforma - pela forma como fratura as atenções, os cuidados e os carinhos de cada um - no protagonista que faz com que a relação reconstruída dos seus pais comece, irreparavelmente, a desmoronar-se.

3.Qualquer casamento é, realmente, para toda a vida. Porque ocupa muitas memórias e porque condiciona, por mais que se não queira, todos os gestos amorosos que se terão a seguir. Se, quando dele resultam uma ou várias crianças, ele se torna, contra o desejo de muitos pais, para todo o sempre, quando convivem mais do que um casamento e mães ou pais diferentes nos gestos de parentalidade de todos os dias, toda essa complexidade é muito mais exigente. Sê-lo-á mais se existirem «os meus, os teus e os nossos». E, por mais que se compreenda que o coração dos pais não seja tão elástico como só eles desejariam, filhos de 1ª, de 2ª e de 3ª são tudo aquilo que nos impede de ser pais. Hoje, e sobretudo, para sempre.

Escrito por Eduardo Sá, in Pais&Filhos

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Saber dizer não é dificil, mas necessário.

Quando os pais não sabem como lidar com as reivindicações e têm dúvidas na forma como devem educar?

Se as crianças viessem com livro de instruções? Seria mais fácil saber qual a melhor forma de reagir, no momento, em que fazem birras, quando acordam a meio da noite com pesadelos, quando não querem ir à escola, quando não querem comer? Seria muito mais fácil saber a fórmula para educar melhor. No entanto, apesar de muitas dessas situações serem normais e fazerem parte do desenvolvimento normal da criança, não podemos esquecer-nos que educar é dar muito amor, mas também é ter de dizer Não! Com firmeza quando é necessário.

Estes são ingredientes fundamentais para a criança, crescer saudavelmente e aprender a desenvolver a capacidade de lidar com as frustrações, não só com as atuais, mas também com as futuras. Se não aprender isso em criança, vai possivelmente sofrer muito mais quando crescer. Impor limites é educar melhor a criança, por forma a ficar melhor preparada para lidar com as contrariedades futuras.

Saber dizer NÃO! Pode não ser fácil, mas é essencial, não só para desenvolver sentimentos de segurança e autoconfiança, como para facilitar a aprendizagem de interiorizar que não pode ter tudo o que quer ou quando se deseja. Ajuda a criança a fortalecer a resistência à frustração e a crescer de forma mais saudável, por desenvolver capacidade de se ajustar melhor à realidade. Permitindo que não cresça a viver no mundo de fantasia e de facilidades, evitando assim, que sofra mais no futuro, por não ter adquirido essa competência em criança. 

Os pais sentem muitas vezes receio de dizer NÃO! Porque ao contrariar as suas vontades momentâneas, pensam que a criança se irá sentir-se frustrada, mas a imposição de regras não traumatiza as crianças, só as ajuda a desenvolver as capacidades fulcrais para a sua vida futura, tais como, aprender a lidar com as contrariedades e a ultrapassá-las de forma mais eficaz, implicando sentir menos frustração quando determinadas adversidades acontecerem no futuro, por terem criado mecanismos de defesa em criança.

Dizer NÃO! Ajuda a criança a distinguir o seu comportamento, quando se porta bem e quando se porta mal e, a interiorizar as consequências das suas atitudes. Os pais devem ensinar que o mau comportamento, tem consequências negativas e quando se portam bem são elogiadas e admiradas.

Educar para se ser “bons pais” é perceber que existem momentos para dizer Não! Mas, que existem muitos outros para dar afeto e para elogiar o seu comportamento. Esta conjugação de amor e limites, permite que a criança adquira algumas das competências essenciais para poder crescer de forma salutar.

É fácil distinguir uma criança mimada e sem regras, de outra amada e com regras! O afecto ajuda a criança a sentir-se amada, mas se for com regras e limites, só contribui para a formação de uma boa autoestima, autoconfiança, autonomia e, para a saber comportar-se nos seus grupos de pertença, aumentando a possibilidade de a ser melhor aceite pelos pares.

Quando é uma criança mimada e não tem regras e limites, frequentemente tem comportamentos desajustados em qualquer local, seja na escola ou em casa, faz birras por tudo e por nada, não respeita nem os pares, nem os adultos à sua volta. A criança é desorganizada internamente, não tolera a frustração, nem desenvolve amor próprio.
  
Educar com amor é saudável e impor regras é organizador, apesar de alguns pais recearem que quando não satisfazem todos os desejos, a criança se torne infeliz, deixe de gostar deles ou sentem que não estão a ser “bons pais”. Essa dificuldade acontece, muitas vezes, porque os próprios pais não sabem lidar com o facto de sentirem os filhos frustrados. 

Amar a criança não é proteger em demasia, não é ser severo e rígido, mas dar afeto e impor limites na altura certa, facultando uma melhor preparação para enfrentar as vicissitudes futuras e para crescer mais feliz!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Como fazer melhor os tpc


Quando a criança não gosta de fazer os trabalhos para casa e a sua concretização é um sem fim de conflitos?

Esta rotina diária pode ser facilitada se tiver em conta as seguintes sugestões:

1.Facultar um momento para descontrair – A criança antes de ir fazer os tpc, deve escolher uma actividade lúdica que ajude a descontrair. Devem ser estabelecidos horários, não só para essa actividade, como para começar a fazer os tpc.

2.Arranjar um relógio- Permite que a criança visualize o tempo em que está a brincar e o tempo em que está a estudar.

3.Definir um horário de estudo - Elaborar um plano de estudo em função da idade, das dificuldades da criança e dos momentos de avaliação.

4.Escolher um espaço especifico para fazer os tpc - Este local deve ter uma mesa, ser confortável e ter luz adequada. Evitar locais que facilmente distraiam a criança. 

5.Reunir o material – A criança deve ter tudo o que precisa, antes de começar a fazer os tpc para evitar distrações que possam contribuir para diminuir a sua concentração e rentabilizar o tempo dedicado aos tpc.

6.Evitar elementos de distração – Eliminar tudo o que pode interferir na atenção da criança, como televisão, rádio, estar alguém ao telefone ou a brincar no mesmo espaço.

7.Estar alguém próximo para tirar dúvidas - Ajudar a criança no momento em que precisa, oferece segurança e encoraja-a. Nunca deve fazer os tpc pela criança, mas sim ajudá-la a raciocinar e a sentir responsabilidade no que lhe compete.

8.Fazer intervalos- No momento em que a criança demonstra que está com pouco rendimento ou está a ficar mais desatenta, faça intervalos, mas com tempo pré-definido. Este tempo é importante para a criança volte a estar concentrada e não fique saturada.

9.Aprender a verificar se fez tudo - Quando termina os tpc deve ser a criança a confirmar se fez o solicitado, antes do adulto os corrigir. Assim, desenvolve a competência de verificar os trabalhos ou testes antes de os entregar, evitando esquecimentos frequentes.

10.A criança precisa de errar - No processo de aprendizagem errar e corrigir o que estava mal, permite à criança compreender e ultrapassar melhor as suas dificuldades e desenvolve o pensamento.

11.Valorize os seus progressos - Quando elogia o esforço da criança, está a estimular a sua autonomia. Estar atento ao seu empenho e dar motivação à criança, incrementa o desejo de fazer melhor. 

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