segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Criança irrequieta ou hiperactiva?



A dificuldade em manter a atenção seja na escola ou nas suas atividades diárias, pode ser desesperante, não só para os professores e pais, mas também para a própria criança.
A desatenção tem consequências negativas no seu desempenho escolar, nas suas relações interpessoais e na própria perceção da criança, ao longo do seu crescimento. Por esse motivo deve ser avaliada, por forma a ser auxiliada a ultrapassar essa sua dificuldade.
Motivos para a falta de atenção da criança: alterações bruscas na vida da criança; sofrer de ansiedade; conflitos com os colegas; problemas de aprendizagem.    
1. As crianças com problemas de atenção sentem-se diferentes das outras crianças.

2.Fortaleça a autoestima da criança. O seu sentimento de inferioridade nas crianças com dificuldades de atenção é mais elevado. Mostre o quanto o ama e que aceita as suas fragilidades, mas que reconhece as suas competências.
  
3. Mantenha-se tranquilo, nunca grite com a criança, isso só a prejudica, aumentando ainda mais a dificuldade em prestar atenção.

4. Evite ser controlador e dar várias indicações de uma só vez.

5. Tente reunir-se com o professor responsável, para perceber quais as dificuldades que a criança tem na escola. Faça com que a criança sinta que está ao seu lado para a ajudar a ultrapassar as dificuldades.

6. Estimule a criança a simplificar tarefas complexas. Assim a sua motivação aumenta ao atingir pequenos sucessos, evitando tentar realizar algumas tarefas, sem ter medo de fracassar.

7. Organize uma lista de tarefas, valorizando a criança à medida que termine determinada tarefa. Os elogios estimulam a criança a realizar novas tarefas.

8. Auxilie a criança nas suas dificuldades, mas nunca faça as atividades por ela. Só deste modo irá ultrapassar os obstáculos com que se depara. 

9. Não crie na criança expectativas irrealistas, tenha em conta as suas fragilidades e limitações.


10. Incentive-a a lidar com as adversidades. A criança com défice de atenção, tendencialmente desiste com alguma facilidade ao percecionar insucesso em determinada tarefa, pela sua dificuldade ao lidarem com a frustração.

Avaliar a criança é muitas vezes necessário para se perceber quais os motivos da sua desatenção. Os benefícios de ter ajuda profissional nesta área, promove a estimulação da atenção e ajuda a criança a descobrir novas estratégias que lhe permitam estudar de forma mais atenta e eficaz. Evita insucessos, frustrações, desinteresse, no momento em que se descobre como a criança pode obter melhor rendimento escolar. 

É recomendável a criança adquira o mais cedo estas competências, ajudando a sentir maior sucesso.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Ajuda na regulação do poder paternal


Em situações de divórcio a avaliação psicológica pode ser importante na atribuição da regulação da responsabilidade parental. Auxilia os pais na tomada de decisões e ajuda as crianças a lidar com os transtornos inerentes em todo o processo de divórcio.

O acompanhamento psicológico permite evitar inúmeros conflitos entre os pais e, ajudar a criança a gerir as emoções durante esta mudança familiar, contribuindo para a estabilidade da criança e para o equilíbrio no desenrolar da ruptura familiar.

As crianças não reagem ou sofrem todas da mesma forma, o que influencia fortemente o seu sentir, é sem dúvida, o comportamento dos pais durante todo o processo de divórcio. Acontece frequentemente, os pais discordarem em questões relativas à regulação do poder paternal, recorrendo a advogados para zelar pelos seus interesses, no entanto, as crianças são muitas vezes esquecidas, neste tipo de discórdias entre o casal. Sendo por isso importante, avaliar quais serão as melhores decisões para proteger e defender os filhos, que apesar de não terem culpa do divórcio dos pais, sofrem bastante e têm de adaptar-se à nova realidade familiar e lidar com as consequências do divórcio.

Nessas alturas, progenitores e crianças sentem muitas vezes culpa, raiva, melancolia, fracasso, entre outros, sendo necessário criar condições para que todo o processo decorra da melhor forma para todos os intervenientes, especialmente para as crianças que sofrem muitas vezes mais que os pais, chegando muitas vezes, a sentirem-se culpados pela separação dos pais.

A avaliação psicológica permite conhecer a dinâmica familiar para melhor acompanhar e ultrapassar todas as dificuldades da criança e dos progenitores. Facultando à criança vivenciar a separação dos pais sem tanta angustia, evitando receios desnecessários. Impedindo-a de ter de enfrentar a influência emocional dos pais nesta decisão, por forma a exprimir os seus desejos livremente. Permitindo assim, analisar e determinar quais as melhores decisões, por forma a minimizar, não só o sofrimento da criança como o dos próprios pais. 

O acompanhamento psicológico incide nos aspectos que colocam em causa a estabilidade da criança, em questões que requerem a mudança de rotinas, consequentes da alteração familiar, tais como, residência, mudança de escola, regime de visitas importantes neste processo para a criança sentir alguma segurança nessa mudança.

Os intervenientes na avaliação são os pais, filhos, avós e professores, entre outros, que se considerem pertinentes para a realização de uma avaliação idónea. O relatório será efectuado, tendo em consideração, sempre o que é melhor para a criança, salvaguardando os seus desejos e não os interesses dos pais.

A avaliação psicológica é uma ajuda importante na regulação de responsabilidades parentais, pelo facto de possibilitar aconselhando os pais durante todo o processo de divórcio, permitindo-lhe assim, assegurar o que é melhor para o futuro da criança, evitando sequelas posteriores.

O relatório psicológico pode ser solicitado pelos pais ou pelo próprio tribunal, e o parecer será proporcionado, tendo em conta apenas a salvaguarda e os interesses da criança, independente de quem o solicita. Sendo necessário para isso, avaliar não só a criança mas todos os elementos influentes.

Pais manipulam filhos em guerras que antecipam divórcios.
Na guerra entre casais, os filhos são frequentemente utilizados como armas pelos progenitores. Mães e pais que manipulam os filhos para romperem os laços afetivos com o outro progenitor. As crianças acabam por sofrer em silêncio e, em alguns casos, desenvolvem mesmo problemas graves de saúde.
Cabe a cada um dos pais ter consciência do que faz aos filhos, mas penso que muitas vezes esquecem que a separação e as zangas são entre os adultos. Se são cuidadores deveriam zelar pelo bem dos filhos e não os envolver nessa guerra. Usam as crianças como armas... afinal onde estão os sentimentos de mãe ou pai?
Outro erro é tentar prejudicar a relação entre os filhos e o outro progenitor como vingança. Será difícil entender que só terminou a relação entre os pais? Se os filhos já sofrem com a sua separação, ainda têm de sofrer mais com os conflitos entre os pais? O mais importante, não será ajudar a manter a relação que existia com ambos os progenitores, mesmo que separados? Essa relação devia continuar, sem interferências para sempre . 
Infelizmente. profissionalmente lido com crianças que sofrem bastante, devido ao conflito constante entre os pais. Muitas chegam a durar anos e anos e deixam enormes sequelas. 
O pior de tudo, é que essa é uma guerra entre os progenitores que tantas vezes, não olham a meios para atingir o fim.

Clique no link para visualizar uma reportagem sobre esta temática.


domingo, 14 de dezembro de 2014

Lidar com o fracasso


Lidar com os fracassos difunde os Sucessos

                                                                     




A dificuldade em lidar com os fracassos escolares, aumentam a possibilidade das crianças reforçarem o medo e a ansiedade, desencadeando outro tipo de emoções, tais como: desespero, culpabilização, inaptidão que contribuem para agravar a visão das consequências, ou seja, passam a exagerar as suas falhas/erros, exemplos evidentes disso é quando vão realizar um teste e, entrarem na sala dizem "vou esquecer-me de tudo o que estudei" ou "quando for a minha vez de apresentar o trabalho não vou conseguir dizer nada", "acho que estou a ficar com uma branca",  entre outras. 

Em alturas em que recebem uma negativa baixa numa avaliação, começam a pensar que tudo o que se andou a estudar foi uma perda de tempo, que era melhor não terem estudado, o seu sentimento de derrota é tão intenso que perdem a vontade de continuar a estudar para os restantes testes. 

O seu grau de sofrimento aumenta à medida da inexperiência em determinada situação. Quando se faz por exemplo um exame final pela primeira vez e a avaliação é negativa, o grau de sofrimento  acentua-se, pensando que não vai conseguir passar nenhum exame. E, no momento em que vai realizar o exame seguinte a ansiedade é tão elevada que efectivamente não lhe permite ter a mesma fluidez de ideias.

As expectativas de sucesso muito acima das suas capacidades também influenciam o próprio insucesso e aumentam o sentimento de fracasso e o sofrimento em situações posteriores. Contribuindo para colocarem em duvida permanentemente, as suas reais capacidades, a experienciar sentimentos de insegurança e, a aumentar o grau de ansiedade. Todos estes sentimentos associados aos fracassos podem afectar a percepção equilibrada dos resultados. Consequentemente, à medida que atribuem maior valor aos insucessos, diminui o valor atribuindo aos sucessos. 


Estratégias para lidar com o fracasso:

. Ter períodos estruturados para estudar, para descansar e para se distrair. Todos os momentos são importantes para a interiorização das aprendizagens;

. Numa fase consecutiva de testes, por exemplo no fim do ano lectivo, perceber e aceitar que as crianças têm menor motivação e empenho ao estudarem, derivado do cansaço referente ao ciclo- Estudar, aulas, testes, estudar, testes…

- Entender que a criança não tem de gostar e demonstrar o mesmo interesse em todas as matérias, às sempre algumas em que terá maior dificuldade;

.Valorizar as avaliações positivas e, elogiar o seu empenho no estudo para esses testes e mesmo quando tem negativa, quando a criança se esforçou mas, mesmo assim não conseguiu, é igualmente importante dar-lhe uma palavra de conforto;

- Evitar por exemplo que a resultados de 49% não se atribua o mesmo valor de 50%, o seu sentimento de insucesso diminui;

- Se existe frequentemente muita dificuldade em lidar com a frustração e que isso não comprometa o seu empenho ou os seus resultados escolares e, a criança manifestar sofrimento em lidar com o insucesso, procure ajuda psicológica para trabalhar e ultrapassar esta situação, por forma a não ficar com essa visão deturpada ainda mais vincada e afecte o percurso escolar posteriormente.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Sinais de violência no namoro


É preciso que todos os que lidam com as crianças, denunciem este tipo de abuso e agir sempre! As agressões verbais ou físicas podem acontecer com qualquer criança ou adolescente, sendo por isso necessário que pais, professores ou colegas estejam atentos aos sinais, tomar medidas para ajudar o jovem a sair dessa situação de violência e acabar com o seu sofrimento. 

Não podemos deixar que este tipo de violência continue, temos todos o dever de ajudar a quebrar este ciclo, fazê-los sentir que este comportamento é o auxílio dos incompetentes, é preciso agir para diminui a violência no namoro. Em Portugal existe um em cada quatro jovens que são vítimas de violência no namoro.

A violência pode ser física e/ou psicológica, incluir ameaças, humilhações ou abusos sexuais, sendo geralmente desencadeada por ciúmes, uso de álcool/drogas ou por perturbações psicológicas.

A violência na relação amorosa é cometida por um dos parceiros, quando um dos pares exerce poder e controlo sobre o outro com o intuito de alcançar o que deseja.

Sinais frequentes:

• Marcas no corpo

• Auto culpabilização

• Baixa autoestima

• Isolamento social

• Piores resultados na escola

• Irritabilidade

• Tristeza

• Ansiedade

• Depressão

• Perda de apetite

• Ideias de suicídio

Pode ser importante procurar ajuda especializada, por forma a minimizar o seu sofrimento, ajudá-lo a reparar os danos causados na sua autoestima. Essa ajuda permite-lhe desenvolver recursos para evitar que no futuro, perceba os sinais para evitar entrar em relações violentas e terminar com este ciclo vicioso.

Partilho em seguida um artigo que considero importante sobre  violência no namoro.

Um em cada quatro jovens acredita que a violência no namoro é normal.

Quando o assunto é violência no namoro o objectivo é estabelecer os limites entre o que é amor e o que é violência. Embora pareça simples, nem sempre as pessoas têm noção desses limites e muitos vivem relações violentas convencidos de que é tudo normal, de que é amor.

Um estudo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) concluiu que mais de um quarto dos jovens considera a violência psicológica algo natural e cerca de 31% dos rapazes acha legítimo pressionar a parceira para ter relações sexuais.

Um estudo realizado no âmbito do projecto Artways – Políticas Educativas e de Formação contra a Violência e Delinquência Juvenil comprovou isso mesmo concluindo que 27% dos jovens inquiridos consideram normal a violência psicológica e, pelo menos, 7% já foi vítima de agressão física. A violência psicológica é, por vezes, a que passa mais despercebida, mas que pode acontecer de várias formas que podem até ser muito simples. Actos como pegar no telemóvel do companheiro sem autorização ou proibir o uso de determinadas peças de roupa são considerados normais numa relação. “Parecem inócuos, mas a ideia de controlo, de que o meu namorado é minha posse, já são sinais de violência”, avisa Maria José Magalhães, presidenta da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).

O estudo apoiado pelo Programa Cidadania Activa da Fundação Calouste Gulbenkian apresentou esta terça-feira os primeiros resultados. Depois de questionar 456 jovens de 32 escolas do distrito do Porto, entre os 11 e os 18 anos, os resultados não foram animadores. Para além de avaliar se os jovens já experimentaram situações de violência no namoro, analisou também a sua perspectiva sobre o assunto: o que achavam de determinadas atitudes dentro de uma relação, o que era considerado violência e o que era considerado normal.

A violência psicológica não é a única a ser considerada normal. O estudo mostra que 63 dos 456 jovens inquiridos acham natural a violência física desde que não deixe marcas. Mas, a quantidade de rapazes a achar que a violência física é natural e legitimada é quase o dobro da quantidade de raparigas. Para Maria José Magalhães, o problema está na cultura do “amor cego”, “de que o amor significa posse, de que a paixão é irracional e de que as pessoas podem fazer o que quiserem com o outro.” “Para nós, esta cultura está na base do femicídio, da violência doméstica, da falta de respeito pelos direitos humanos em geral”, refere, alertando para os resultados do inquérito sobre a reacção dos jovens depois da agressão: pelo menos 12% diz que acabou por perdoar o/a agressor/a e pelo menos 8% diz não ter dado importância ao sucedido, apenas 4% optou por pedir ajuda.

Entre as respostas, destaca-se ainda o facto de 31% dos rapazes contra 10% das raparigas considerar legítimo pressionar para ter relações sexuais. Aliás, 2% dos jovens considera já ter sido vítima deste comportamento. Com os dados obtidos no estudo, a presidente da UMAR conclui que o trabalho que tem sido desenvolvido nesta área "ainda não é suficiente, precisamos de mais”.

O projecto Artways tenta dar um passo em frente na necessidade de consciencialização para a violência no namoro. Durante o ano lectivo 2014/2015 realizaram 15 sessões com os alunos das 32 escolas inquiridas com o objectivo de utilizar a arte para alertar para o assunto. Mais do que remediar, a UMAR pretende prevenir, “temos de intervir logo desde já o junto dos eventuais futuros agressores”. Encontraram, para isso, a resposta na arte. A intervenção junto dos jovens, nas escolas, tem sido feita com recurso à música, teatro, jogos didáticos, vídeo, entre outras formas de expressão. O “sermão e missa cantada” são formas de ensino que aqui não funcionam, “talvez na escola e no sistema judicial, mas não desta forma com os adolescentes”.


A UMAR apela à necessidade de pedir ajuda, saber o que se deve fazer e a quem, “a sociedade ensina que as pessoas devem ser assertivas, independentes. A verdade é que também é preciso ensinar solidariedade e a necessidade de falar, de pedir ajuda”. Dados da PSP mostram o número de participações de casos de violência no namoro aumentou para o dobro de 2013 para 2014, registando mais de quatro participações por dia em 2014. 

Texto editado por Andrea Cunha Freitas no Jornal Público

Automutilação



Automutilação - Comportamento autodestrutivo nos adolescentes
Os adolescentes sofrem muitas vezes de stress, originado pelas frequentes tensões e exigências que ocorrem na sua vida. Na família, na escola, nas relações interpessoais e, essencialmente pelos seus conflitos internos. Associadas a frustrações, problemas emocionais, depressões, perturbações do sono, perturbações da personalidade, distúrbios alimentares, baixa auto-estima, podem desencadear automutilações.
A automutilação é um meio para controlar as emoções, revela um mal-estar interno enorme, ocorre como forma de atenuar fisicamente a dor que é psicológica e emocional. Depois de ter experienciado uma emoção intensa e de não conseguir lidar adequadamente com a mesma, a única forma que encontra para controlar as suas emoções é recorrendo à automutilação, por forma a reduzir o sofrimento e angustia, ou seja uma dor psicológica e emocional.
A automutilação ocorre geralmente em locais privados para evitar que sejam descobertos. Exemplos de formas de automutilação: queimar-se, cortar-se, morder partes do corpo, beliscar-se, reabrir feridas, arrancar cabelos, entre outras.
Este tipo de comportamentos autodestrutivos praticados repetidamente, não têm intenção de chamar a atenção são uma forma de controlar as emoções sentidas, tais como, raiva, tristeza, ansiedades, sensação de vazio interno. Pode ser indicador de dificuldades no meio familiar ou nos grupos de referência. Revela elevado sofrimento, sendo a automutilação a forma encontrada para aliviar dor emocional e o desconforto interno.
É adolescência que a maioria dos casos inicia, é uma idade de risco, onde se inicia este tipo de comportamentos, devido aos frequentes conflitos internos e estados de tensão existentes. Os pais devem estar atentos à expressão emocional do adolescente evitando que as emoções e os conflitos sentidos sejam controlados com auto agressões.
Nem sempre é fácil descobrir quando o adolescente se automutila, pelo facto de tentarem esconder os sinais, seja por vergonha ou medo. Mas é extremamente importante, atuar sempre que se descubra uma situação destas. 
Entre pais e filhos estas questões são muito difíceis de serem abordadas, sendo necessária intervenção terapêutica para avaliar o que se está a passar com o adolescente e avaliar quais as razões do seu comportamento, procurando uma resolução para este tipo de comportamentos autodestrutivos, minimizando os seus malefícios. 
O acompanhamento psicoterapêutico é fulcral para ajudar os adolescentes a lidarem adequadamente com os seus problemas e a darem nome às suas emoções.
A psicoterapia, nestes casos, tem como objetivo ajudar o adolescente a identificar outras formas de lidar com o seu sofrimento, de modo mais eficaz, evitando a continuação do comportamento autodestrutivo. Não existe medicação indicada para ajudar a terminar estes tipo de autoagressões. 

sábado, 6 de dezembro de 2014

10 Coisas que não deve dizer...





O que não deve dizer às crianças para não influenciar negativamente a sua personalidade:




1 – Não obrigue a criança a parar de chorar. Pergunte-lhe a razão de o estar a fazer, ajudando-a assim a lidar com as emoções.


2 – Não a deixe fazer tudo. Dizer nãos e responder a porquês fazem parte do crescimento saudável, organiza a criança na formação dos limites e estrutura a sua personalidade.


3 – Não pergunte à criança se tem vontade para fazer uma tarefa quando a mesma é obrigatória. Mostre-lhe que quando chega a hora a tarefa/atividade tem de ser realizada.


4 – Não verbalize características negativas, tais como, atrasada, preguiçosa, agressiva, birrenta, chata, má…mesmo sendo ditas a brincar. A criança acaba por corresponder ao que lhe é dito.


5 – Não diga mentiras para evitar que sofram. A verdade ajuda-o a crescer e, mais tarde ou mais cedo vai descobrir que era mentira e vai ter de lidar com esse facto!


6 – Quando a criança acorda por causa de alguma perturbação do sono, não a mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade em distinguir a meio da noite o mundo real do imaginário. Acalme-a e fique no quarto com ela até adormecer.

7 – Não goze a criança quando errar. Pode influenciar e prejudicar o seu desenvolvimento saudável.

8- Não a compare com os irmãos ou colegas. Cada criança é única! Merece ser respeitada, amada e admirada pelas suas características.


9 – Não lhe diga "isso não interessa" quando a criança está a sentir-se triste ou incomodada com alguma coisa.

10 – Não diga coisas que não quer ouvir. A criança irá repetir tudo o que ouvir.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Orientações para lidar com filhos adolescentes


O comportamento e as atitudes parentais são o melhor exemplo, contribuindo para orientar e definir o comportamento dos filhos. Sendo por esse motivo, o  meio mais eficaz para transmitir os valores educacionais que deseja. Os pais são o seu modelo de cópia, são o seu espelho! 
Na adolescência os conflitos entre pais e filhos acentuam-se, sendo por isso uma fase difícil para ambas as partes. 

Existem no entanto algumas orientações essenciais que deve ter em conta nestas idades: 

- Conversar e respeitar o que o seu filho tem para dizer. Não o confronte, sem lhe dar espaço suficiente para que ele também possa dar as suas opiniões ou explicações.  


- Manifeste interesse no seu desempenho escolar. Não critique e destaque só as avaliações mais baixas mas, elogie todo o seu empenho, especialmente quando é bem-sucedido.

  - Não controle demasiado o seu comportamento. Nesta idade, é necessário aprender a desenvolver autonomia e a desenvolver recursos, para lidarem melhor com o mundo circundante. São as vivências na adolescência que proporcionam, a confiança em si mesmo no futuro.

- Em todos os momentos mostre-lhe que está sempre lá para o apoiar, tanto para partilhar os seus sucessos, como para o ajudar a ultrapassar as suas falhas. Diga-lhe que tem muito orgulho que seja seu filho e, que aceita as suas fragilidades.

- Dê-lhe muito afeto. Apesar de fugirem nesta fase, com alguma frequência do contacto físico dos pais, continua a ser importante para o seu bom desenvolvimento. Contudo, não se deve forçar muito, respeitando o seu espaço e, a sua vontade. 

- Demonstre interesse pela escolha das suas amizades. Nunca deve criticar os seus amigos, pode dar-lhe a sua opinião, alertando-o no caso de perceber algo que considere pertinente ou anormal. Agindo assim, permite que o seu filho comece a pensar por si próprio, a diferenciar as suas escolhas e a distinguir o que é correto do que é incorreto. É uma aprendizagem fulcral nestas idades, pois é isso que irá ajudá-lo a fortalecer as relações interpessoais.

- Continue a impor regras e limites adequados à sua idade. Orientando-o e alertando-o para as consequências dos seus atos, para que se torne mais responsável e se desenvolva estruturado como pessoa.





A psicoterapia beneficia os adolescentes


A adolescência é a transição da infância para a idade adulta mas, é sempre uma fase difícil, por implicar grandes transformações físicas e psicológicas. Estas alterações, causam no jovem, frequentes conflitos internos, angustias, inquietudes, indecisões, o que gera muitas vezes, elevados níveis de ansiedade. A par destas transformações internas, começa a sentir as coisas e percepcionar a realidade à sua volta de modo diferente e tem de aprender a lidar com as novas mudanças que vão ocorrendo...muitas vezes, com elevada insegurança. 
A sua transformação interior e a sua relação com os outros está a mudar e o adolescente, tem de se adaptar e muitas vezes não sabe o que fazer ou como agir em algumas situações, tais como,  mudança de escola, de amigos, conflitos com os amigos, ter de ir para a escola sozinho, saídas à noite, namoricos, entre outras...como se de repente fosse para um planeta desconhecido.
Nesta fase, o jovem tem de se descobrir, enquanto pessoa e construir a sua identidade, dissociada da dos seus pais. Este processo, causa-lhe sentimentos de exaltação, descoberta, sentindo muitas vezes, medo e angústia.
A sua construção enquanto pessoa, é elaborada, em através da imitação de pessoas que admira ou idealiza. É nesta fase que começa a copiar comportamentos de  modelos, atores ou ídolos musicais. Mas também precisa de fazer a separação dos seus pais, tendo por isso, necessidade de mostrar que é diferente deles. E é essa necessidade, que o faz ter com frequência, comportamentos opositores e manifestar negação ou até criticar, tudo o que os pais dizes ou fazem.
O adolescente ao sentir que ainda não consegue desvincular-se dos pais, sente receio e medo. Esta ambivalência, entre o desejo de se separar para ser distinto deles e, a dificuldade em assumir a responsabilidade dos seus atos, enquanto adulto, gera nos jovens um enorme conflito dentro de si. Esses sentimentos, dão muitas vezes, origem a comportamentos impulsivos, agressivos e, refletindo-se também, na sua constante mudança de ideias ou opiniões.

Na adolescência, ocorrem muitos comportamentos que podendo não parecer normais, existem como forma de encontrar a sua própria identidade. Geralmente, os seus comportamentos, deixam os pais preocupados e confusos com algumas das suas atitudes. Como é uma idade de grandes transformações, é normal que os próprios, adolescentes, sintam imensas dúvidas sobre algumas temáticas e não encontrem respostas para questões que os inquieta, além disso são poucos os que falam dos seus problemas abertamente com os pais. Costumam conversar  com os amigos, mas como têm receio de serem criticados, não abordam muitas das questões que os incomoda. 
É por todos estes motivos que nestas idades, a intervenção de um psicólogo, pode ser importante. Um acompanhamento terapêutico é facilitador na descoberta de si próprio, minimizando o seu sofrimento e contribuindo para o desenvolvimento de uma adolescência mais saudável.
Dificuldades em que uma intervenção psicológica é benéfica:
 - Comportamentos agressivos ;
 - Conflitos interpessoais;
- Mediação de conflitos familiares;
- Formação da imagem corporal;
- Autoestima;
- Distúrbios alimentares;
- Descoberta de si próprio;
- Sintomas depressivos;
- Medos;
- Sexualidade;
- Irritabilidade frequente;
-Divorcio dos pais;
- Desmotivação;
- Saídas à noite;
- Desempenho escolar ou métodos de estudo.

A consulta de psicoterapia com o adolescente, ajuda a família a encontrar orientação especializada para lidar com os problemas e distúrbios que podem ocorrer nestas idades. Esta abordagem terapêutica com o adolescente é muito benéfica, por contribuir para um melhor autoconhecimento e autoconfiança, minimizando muitos dos conflitos internos, permitindo-lhe desta forma, não só contribuir para a sua organização interna, mas também para se sentir melhor preparado e enfrentar as dificuldades com que se depara no dia-a-dia com maior segurança. Deste modo, fará escolhas e tomará decisões, de modo mais consciente e ponderado.
Se perceber que existe alguma dificuldade ou se já tentou de inúmeras formas resolver determinada situação e já não sabe como ajudar, contacte-nos. Procuraremos avaliar o problema e encontrar as estratégias adequadas para modificar a situação.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

TDAH é um transtorno biológico-neurológico?




Por que as crianças francesas não têm Deficit de Atenção?

Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), e estão sendo tratadas com medicamentos. Na França, a percentagem de crianças diagnosticadas e medicadas para o TDAH é inferior a 0,5%. Como é que a epidemia de TDAH, que tornou-se firmementeestabelecida nos Estados Unidos, foi quase completamente desconsiderada com relação a crianças na França?TDAH é um transtorno biológico-neurológico? 

Surpreendentemente, a resposta a esta pergunta depende do fato de se morar em França ou nos Estados Unidos. Nos Estados Unidos, os psiquiatras pediátricos consideram o TDAH como um distúrbio biológico, com causas biológicas. O tratamento de escolha também é biológico – medicamentos estimulantes psíquicos, tais como Ritalina e Adderall.

Os psiquiatras infantis franceses, por outro lado, vêem o TDAH como uma condição médica que tem causas psico-sociais e situacionais. Em vez de tratar os problemas de concentração e de comportamento com drogas, os médicos franceses preferem avaliar o problema subjacente que está causando o sofrimento da criança; não o cérebro da criança, mas o contexto social da criança. Eles, então, optam por tratar o problema do contexto social subjacente com psicoterapia ou aconselhamento familiar. Esta é uma maneira muito diferente de ver as coisas, comparada à tendência americana de atribuir todos os sintomas de uma disfunção biológica a um desequilíbrio químico no cérebro da criança.

Os psiquiatras infantis franceses não usam o mesmo sistema de classificação de problemas emocionais infantis utilizado pelos psiquiatras americanos. Eles não usam o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM. De acordo com o sociólogo Manuel Vallee, a Federação Francesa de Psiquiatria desenvolveu um sistema de classificação alternativa, como uma resistência à influência do DSM-3. Esta alternativa foi a CFTMEA (Classification Française des Troubles Mentaux de L’Enfant et de L’Adolescent), lançado pela primeira vez em 1983, e atualizado em 1988 e 2000. O foco do CFTMEA está em identificar e tratar as causas psicossociais subjacentes aos sintomas das crianças, e não em encontrar os melhores bandaids farmacológicos para mascarar os sintomas.

Na medida em que os médicos franceses são bem sucedidos em encontrar e reparar o que estava errado no contexto social da criança, menos crianças se enquadram no diagnóstico de TDAH. Além disso, a definição de TDAH não é tão ampla quanto no sistema americano, que na minha opinião, tende a “patologizar” muito do que seria um comportamento normal da infância. O DSM não considera causas subjacentes. Dessa forma, leva os médicos a diagnosticarem como TDAH um número muito maior de crianças sintomáticas, e também os incentiva a tratar as crianças com produtos farmacêuticos.

A abordagem psico-social holística francesa também permite considerar causas nutricionais para sintomas do TDAH, especificamente o fato de o comportamento de algumas crianças se agravar após a ingestão de alimentos com corantes, certos conservantes, e / ou alérgenos. Os médicos que trabalham com crianças com problemas, para não mencionar os pais de muitas crianças com TDAH, estão bem conscientes de que as intervenções dietéticas às vezes podem ajudar. Nos Estados Unidos, o foco estrito no tratamento farmacológico do TDAH, no entanto, incentiva os médicos a ignorarem a influência dos fatores dietéticos sobre o comportamento das crianças.

E depois, claro, há muitas diferentes filosofias de educação infantil nos Estados Unidos e na França. Estas filosofias divergentes poderiam explicar por que as crianças francesas são geralmente mais bem comportadas do que as americanas. Pamela Druckerman destaca os estilos parentais divergentes em seu recente livro, Bringing up Bébé. Acredito que suas idéias são relevantes para a discussão, por que o número de crianças francesas diagnosticadas com TDAH, em nada parecem com os números que estamos vendo nos Estados Unidos.

A partir do momento que seus filhos nascem, os pais franceses oferecem um firme cadre - que significa “matriz” ou “estrutura”. Não é permitido, por exemplo, que as crianças tomem um lanche quando quiserem. As refeições são em quatro momentos específicos do dia. Crianças francesas aprendem a esperar pacientemente pelas refeições, em vez de comer salgadinhos, sempre que lhes apetecer. 

Os bebês franceses também se adequam aos limites estabelecidos pelos pais. Pais franceses deixam seus bebês chorando se não dormirem durante a noite, com a idade de quatro meses.
Os pais franceses, destaca Druckerman, amam seus filhos tanto quanto os pais americanos. Eles os levam às aulas de piano, à prática esportiva, e os incentivam a tirar o máximo de seus talentos. Mas os pais franceses têm uma filosofia diferente de disciplina. Limites aplicados de forma coerente, na visão francesa, fazem as crianças se sentirem seguras e protegidas. Limites claros, eles acreditam, fazem a criança se sentir mais feliz e mais segura, algo que é congruente com a minha própria experiência, como terapeuta e como mãe. Finalmente, os pais franceses acreditam que ouvir a palavra “não” resgata as crianças da “tirania de seus próprios desejos”. E a palmada, quando usada criteriosamente, não é considerada abuso na França.

Como terapeuta que trabalha com as crianças, faz todo o sentido para mim que as crianças francesas não precisem de medicamentos para controlar o seu comportamento, porque aprendem o auto-controle no início de suas vidas. As crianças crescem em famílias em que as regras são bem compreendidas, e a hierarquia familiar é clara e firme. Em famílias francesas, como descreve Druckerman, os pais estão firmemente no comando de seus filhos, enquanto que no estilo de família americana, a situação é muitas vezes o inverso.



quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Bullying






Bullying são actos de violência físicos ou psicológicos, repetidos individualmente ou em grupo, causando sensações de desesperança, impotência, dor e angústia. Ser vítima de bullying é uma experiência extremamente dolorosa e humilhante e, deixa marcas na pessoa para o resto da vida.

Os actos são praticados numa relação de poder desigual, onde o agressor humilha e intimida a vítima, como forma de se impor física e psicologicamente, e de se sentir superior.

Este tipo de agressões ocorre geralmente em locais escondidos, sendo por esse motivo difíceis de descobrir. E, as características de personalidade das vitimas, tais como baixa auti-estima, timidez e medo das consequências dos seus actos e da reação dos bullies (autores de bullying), fazem com que tenham uma postura passiva e, não reajam perante os bullies, nem partilhem com ninguém as agressões sofridas pela vergonha que sentem e adianta pouco dizer-lhes para reagirem ou para não terem medo.

Nestas situações, o melhor é estar atento aos sinais e a pedir ajuda especializada para minimizar os efeitos do bullying.

Sinais que podem ajudar a perceber se está a ser vítima de Bullying:

Alterações no humor;
Ataques de fúria;
Auto-agressão;
Poucos amigos;
Dificuldades de atenção;
Inquietude corporal;
Fúria intensa;
Muito impaciente;
Mais introspectivo;
Diminuição dos resultados na escola;
Queixas psicológicas ou físicas tais como, dor de cabeça, de estômago, cansaço e, irritabilidade frequentes.

Sugestões aos educadores:

1. Converse com a criança e tente perceber o que está a acontecer e, transmita-lhe apoio incondicional.

2. Envolva a escola se for o caso, na procura de uma resolução e identifiquem os "bullies"-autores de bullying.

3. É importante procurar ajuda especializada para minimizar os efeitos do bullying e procurar soluções para terminar com este tipo de agressões.



Segundo a Notícia publicada no Jornal de Notícias de 22 de maio de 2015, Os casos de bullying nas escolas “muito superiores aos oficiais”
O número de estudantes envolvidos em casos de ‘bullying’, em Portugal, é “muito superior” ao das estatísticas oficiais e pode ser superior a 240 mil, defendeu esta sexta-feira a investigadora Susana Carvalhosa.
A responsável, do Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, falava hoje num seminário sobre “Estratégias e medidas de prevenção de bullying e do cyberbullying”, que decorreu em Lisboa.
“Os estudos indicam que um em cada cinco estudantes está envolvido diretamente em alguma situação de ‘bullying'”, os números dos serviços especializados são muito mais baixos e as estatísticas oficiais ainda mais, disse a investigadora.
E acrescentou: Dados de 2014, sobre a segurança na escola, indicam que os casos de ‘bullying’ foram 1.446; se fizermos a conta a todos os alunos das escolas poderíamos dizer que temos 241.000 alunos (20 por cento do total) envolvidos nessas situações.
“Se for um em cada cinco há muitas crianças a precisar da nossa ajuda”, advertiu a investigadora e professora do Departamento de Psicologia Social e das Organizações, do ISCTE.
O ‘bullying’ (situação de agressão, ameaça ou opressão praticada contra alguém), salientou a responsável, não acontece apenas em contexto escolar, mas também familiar, no trabalho, no bairro e até no país, porque “há países vítimas e países agressores”.
Perante mais de uma centena de participantes, Susana Carvalhosa explicou que, para que haja ‘bullying’, é preciso que haja uma intenção de provocar dano, que a ação se repita e que haja um desequilíbrio entre o agressor e a vítima. No mundo virtual, acrescentou, se alguém coloca, por exemplo, numa rede social, um vídeo humilhante, ainda que não coloque mais nenhum, é considerado ‘cyberbullying’, porque cada acesso ao vídeo reforça o comportamento agressor.
Baseando-se em investigações feitas pelo ISCTE, a responsável disse que a promoção da empatia leva a comportamentos de entreajuda, que os agressores têm por norma dificuldade em desenvolver empatia e que as vítimas “têm situações elevadas de ‘stress'”.
Começando por lembrar que o ‘bullying’ não é um fenómeno recente, embora se fale muito mais nele nos últimos anos, a investigadora disse que se fez na Faculdade um estudo com jovens adultos (25 a 35 anos), a quem se perguntou se passaram por situações de ‘bullying’. “O estudo aponta para que os que disseram que foram vítimas têm hoje menos autoestima”.
“Se não atuarmos, podemos estar a criar indivíduos que em adultos sofrem de insegurança”, salientou.
Para ajudar a prevenir o ‘bullying’, o ISCTE e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa estão a desenvolver um jogo para crianças chamado “StopBully”, que está ainda em construção e que estará disponível para telemóvel, computador e ‘tablet’.
Cátia Raminhos, da Faculdade de Ciências, e Maria de Jesus Candeias, do ISCTE, explicaram que a aplicação promove a empatia e destina-se a jovens, entre os 10 e os 12 anos, porque “os dados dizem que o pico de casos situa-se até aos 13 anos”.