sábado, 20 de dezembro de 2014

Ajuda na regulação do poder paternal


Em situações de divórcio a avaliação psicológica pode ser importante na atribuição da regulação da responsabilidade parental. Auxilia os pais na tomada de decisões e ajuda as crianças a lidar com os transtornos inerentes em todo o processo de divórcio.

O acompanhamento psicológico permite evitar inúmeros conflitos entre os pais e, ajudar a criança a gerir as emoções durante esta mudança familiar, contribuindo para a estabilidade da criança e para o equilíbrio no desenrolar da ruptura familiar.

As crianças não reagem ou sofrem todas da mesma forma, o que influencia fortemente o seu sentir, é sem dúvida, o comportamento dos pais durante todo o processo de divórcio. Acontece frequentemente, os pais discordarem em questões relativas à regulação do poder paternal, recorrendo a advogados para zelar pelos seus interesses, no entanto, as crianças são muitas vezes esquecidas, neste tipo de discórdias entre o casal. Sendo por isso importante, avaliar quais serão as melhores decisões para proteger e defender os filhos, que apesar de não terem culpa do divórcio dos pais, sofrem bastante e têm de adaptar-se à nova realidade familiar e lidar com as consequências do divórcio.

Nessas alturas, progenitores e crianças sentem muitas vezes culpa, raiva, melancolia, fracasso, entre outros, sendo necessário criar condições para que todo o processo decorra da melhor forma para todos os intervenientes, especialmente para as crianças que sofrem muitas vezes mais que os pais, chegando muitas vezes, a sentirem-se culpados pela separação dos pais.

A avaliação psicológica permite conhecer a dinâmica familiar para melhor acompanhar e ultrapassar todas as dificuldades da criança e dos progenitores. Facultando à criança vivenciar a separação dos pais sem tanta angustia, evitando receios desnecessários. Impedindo-a de ter de enfrentar a influência emocional dos pais nesta decisão, por forma a exprimir os seus desejos livremente. Permitindo assim, analisar e determinar quais as melhores decisões, por forma a minimizar, não só o sofrimento da criança como o dos próprios pais. 

O acompanhamento psicológico incide nos aspectos que colocam em causa a estabilidade da criança, em questões que requerem a mudança de rotinas, consequentes da alteração familiar, tais como, residência, mudança de escola, regime de visitas importantes neste processo para a criança sentir alguma segurança nessa mudança.

Os intervenientes na avaliação são os pais, filhos, avós e professores, entre outros, que se considerem pertinentes para a realização de uma avaliação idónea. O relatório será efectuado, tendo em consideração, sempre o que é melhor para a criança, salvaguardando os seus desejos e não os interesses dos pais.

A avaliação psicológica é uma ajuda importante na regulação de responsabilidades parentais, pelo facto de possibilitar aconselhando os pais durante todo o processo de divórcio, permitindo-lhe assim, assegurar o que é melhor para o futuro da criança, evitando sequelas posteriores.

O relatório psicológico pode ser solicitado pelos pais ou pelo próprio tribunal, e o parecer será proporcionado, tendo em conta apenas a salvaguarda e os interesses da criança, independente de quem o solicita. Sendo necessário para isso, avaliar não só a criança mas todos os elementos influentes.

Pais manipulam filhos em guerras que antecipam divórcios.
Na guerra entre casais, os filhos são frequentemente utilizados como armas pelos progenitores. Mães e pais que manipulam os filhos para romperem os laços afetivos com o outro progenitor. As crianças acabam por sofrer em silêncio e, em alguns casos, desenvolvem mesmo problemas graves de saúde.
Cabe a cada um dos pais ter consciência do que faz aos filhos, mas penso que muitas vezes esquecem que a separação e as zangas são entre os adultos. Se são cuidadores deveriam zelar pelo bem dos filhos e não os envolver nessa guerra. Usam as crianças como armas... afinal onde estão os sentimentos de mãe ou pai?
Outro erro é tentar prejudicar a relação entre os filhos e o outro progenitor como vingança. Será difícil entender que só terminou a relação entre os pais? Se os filhos já sofrem com a sua separação, ainda têm de sofrer mais com os conflitos entre os pais? O mais importante, não será ajudar a manter a relação que existia com ambos os progenitores, mesmo que separados? Essa relação devia continuar, sem interferências para sempre . 
Infelizmente. profissionalmente lido com crianças que sofrem bastante, devido ao conflito constante entre os pais. Muitas chegam a durar anos e anos e deixam enormes sequelas. 
O pior de tudo, é que essa é uma guerra entre os progenitores que tantas vezes, não olham a meios para atingir o fim.

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